Um governo à esquerda é um mal menor, diz Capucho

António Capucho, em entrevista à TSF, diz que entre a incerteza de um governo à esquerda e a certeza de uma política igual à dos últimos quatro anos, prefere um governo à esquerda por ser um mal menor.

António Capucho defende, no entanto, que o Presidente da República (PR) deve indigitar Pedro Passos Coelho.

O fundador do PSD, expulso do partido no ano passado por ter apoiado uma lista independente às eleições autárquicas para a câmara de Sintra, António Capucho - que nesta eleições apoiou António Costa - considera que a decisão cabe ao Parlamento.

António Capucho considera, ainda assim, que Cavaco Silva deve indigitar Passos Coelho

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"Penso que o PR, apesar de tudo, deve indigitar Pedro Passos Coelho na justa medida em que foi o partido vencedor. Embora eu saiba que ele à partida parece não ter maioria assegurada e, em segundo lugar, há uma maioria de esquerda que ainda não conhecemos se está consumada ou não porque não conhecemos o acordo. A 'prova dos nove' far-se-á na Assembleia da República", afirma à TSF.

António Capucho admite que ficou "preocupado" quando o PS disse que "não tenciona divulgar o acordo". No entanto, continua, "prefiro ter estas dúvidas em relação a um governo de esquerda do que as certezas que tenho em relação a um governo de direita. A minha preferência seria, nesta fase transitória, seria um bloco central. Agora, um governo de direita com Pedro Passos Coelho, em que é mais do mesmo, cujo programa já sei qual é e que achei que foi o maior desgoverno que o país teve desde o Vasco Gonçalves, isso seria desastroso", critica.

António Capucho diz que prefere a incerteza de um governo à esquerda

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Sobre a possibilidade de um governo à esquerda, Capucho admite que "é um governo que nos deixa com bastantes dúvidas e incertezas, mas quem tem maioria absoluta na Assembleia da República são estes três partidos (PS, Bloco e PCP)", conclui.

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