I Congresso Aliança

Santana Lopes defende que "todos devem ter o seu seguro de saúde"

Críticas à esquerda e medidas de caráter liberal: os dois pilares do discurso de Santana Lopes no encerramento do primeiro congresso do Aliança.

Seguros de saúde para todos. Esta é uma das ideias e medidas concretas defendidas pelo Aliança que, pela voz do líder Pedro Santana Lopes, fechou este domingo o congresso fundador do partido, em Évora.

PUB

Santana Lopes sublinha que "todos devem ter o seu seguro de saúde" porque "é insustentável que só os ricos possam escolher entre o serviço público e o serviço privado". Mas isso não implica descurar o SNS, simplesmente "assim como está, não dá", adianta o antigo primeiro-ministro.

Com um tom marcadamente liberal, o líder do novo partido também abordou a questão da segurança social: "acentuar a importância da liberdade de escolha das pessoas em parte dos descontos que fazem para a segurança social". Pedro Santana Lopes defende que os cidadãos devem poder escolher entre "o sistema público e os sistemas privados complementares desse mesmo banco de previdência a cargo do Estado".

Na abertura do discurso, o presidente do Aliança não esqueceu um dos temas que tem marcado a agenda nos últimos dias: a questão a violência doméstica e do assassinato de mulheres. Realçando a iniciativa do governo que na semana passada implementou novas medidas de ação contra a violência doméstica, Santana Lopes salientou que "isto não pode continuar", que esta é uma responsabilidade de todos e pelas mulheres que morreram expressou o seu sentimento "pedindo a Deus que as tenha junto de si".

Para aquela que apelida de "frente de esquerda", várias críticas à semelhança do que havia feito na "conversa" de sábado à noite com os delegados. Santana Lopes sublinha que a frente de esquerda "subiu as expectativas", mas que agora vem "a constipação, a gripe ou até a pneumonia". "Os resultados da ação governativa falam por si: o défice regride mas a dívida não", acentua Santana Lopes.

Chamando "injusta" à esquerda por diversas razões, o antigo primeiro-ministro dá alguns exemplos: "é injusta com as greves daqueles que não são os seus, é injusta com as comissões parlamentares de inquérito que não são da sua responsabilidade, é injusta no modo como lidam com básicas exigências do fairplay democrático". Neste campo, Santana Lopes acusa o governo de ter feito um cerco à Madeira para que o Partido Socialista ganhe as eleições regionais.

Daí chega um apelo para o Presidente da República. "Estamos certos de que o Chefe de Estado estará atento, vigilante e, quando for necessário, atuante. Especialmente por ser ano eleitoral", sublinha Santana Lopes.

"Ética, moral e lei devem ser iguais para todos", diz o presidente do Aliança acusando a esquerda de tratamento diferenciador aos dirigentes de instituições que não são os seus.

Para fileiras cheias de delegados com bandeiras ao alto, Santana termina garantindo que o partido vai estar tanto no campo como nas cidades, nas escolas e nos hospitais. É com a certeza desta presença em todo o lado que, terminado o discurso, cumprimenta a direção e os congressistas que em Évora viram nascer o partido que diz que pretende colocar "o País às direitas".

  COMENTÁRIOS