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"És uma vergonha". Ana Gomes contra o primeiro-ministro de Malta

No Congresso do Partido Socialista Europeu, a eurodeputada socialista acusou Joseph Muscat de apoiar "os corruptos" e gritou pelo nome de uma jornalista e ativista assassinada, em 2017, em Malta.

A eurodeputada socialista, Ana Gomes, tentou interromper, este sábado, o discurso do primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, durante a sessão de encerramento do Congresso do Partido Socialista Europeu, em Lisboa.

Gritando expressões como "apoias os corruptos" e "é uma vergonha, é uma vergonha", a eurodeputada procurou interromper o líder do Governo de Malta, com Joseph Muscat a prosseguir o discurso, mas a fixar o olhar na eurodeputada portuguesa - que, entretanto, explicava a um dos congressistas os motivos por detrás do protesto.

Além disso, Ana Gomes gritou também o nome de Daphne Caruana Galizia, uma jornalista e ativista assassinada em Malta , num momento em que investigava um caso de corrupção.

No início de junho de 2017, Muscat obteve uma vitória significativa nas eleições legislativas antecipadas, que foram convocadas depois da divulgação de uma série de escândalos implicando vários dos seus colaboradores, na qual Caruana Galizia teve um papel central.

Michelle Muscat, a esposa do primeiro-ministro, foi acusada de ter aberto uma conta no Panamá, para aí colocar, entre outras, subornos pagos pelo governo do Azerbaijão, em troca da autorização dada a um banco azeri para operar em Malta.

"A maior mentira da história política maltesa", reagiu na altura Joseph Muscat, prometendo demitir-se se os factos fossem provados por um inquérito que ele próprio exigiu.

Daphne Caruana Galizia foi assassinada com uma bomba colocada debaixo do seu carro. Na altura, durante uma conferência de imprensa, Muscat, cujo círculo próximo foi alvo de violentos ataques de Caruana Galizia, denunciou um "ato bárbaro" e ordenou às forças da ordem que concentrassem todos os esforços em levar à justiça os autores do assassinato.

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