"António Costa está a provocar uma crise que não tem razão nenhuma de ser"

A líder do CDS acredita que o Governo tem "um problema para resolver", já que "tem uma base de apoio que lhe virou as costas".

O CDS pediu uma audiência ao Presidente da República, no âmbito da crise política que se gerou pela aprovação do diploma sobre a contagem do tempo de serviço dos professores, e criticou o Governo e António Costa.

"O primeiro-ministro que ameaça hoje demitir-se é o mesmo que há duas semanas negava categoricamente essa hipótese, um primeiro-ministro que a semanas de eleições quer virar costas ao país é um primeiro-ministro sem credibilidade", acusa a líder do CDS. Para Cristas trata-se de uma "manobra puramente eleitoral", na qual "António Costa está a provocar uma crise que não tem razão nenhuma de ser".

Em reação às declarações de António Costa, Assunção Cristas apontou "três mentiras" com as quais "o primeiro-ministro cria uma crise política de forma irresponsável, afetando credibilidade externa de Portugal para retirar hipotéticas eleitorais e evitar o confronto com a sua governação falhada".

A líder centrista garante que "é mentira que esteja em causa mais despesa neste OE, é mentira que haja compromissos novos assumidos para o futuro para além dos dois anos, nove meses e 18 dias pagos do Governo e é mentira que se ponham em causa a contas públicas".

Cristas diz que, "afinal, não [se] virou a página de austeridade", mas criou-se "a maior carga fiscal de sempre, o pior nível de investimento público de sempre e a maior degradação dos serviços públicos de sempre".

Na ponto de vista de Cristas, o primeiro-ministro está a fazer o mesmo que Sócrates antes do PEC IV e "tem um problema para resolver", já que "tem uma base de apoio que lhe virou as costas".

O início da guerra entre professores e Governo remonta a 2017 e à aprovação do Orçamento do Estado de 2018. Desde aí, a Fenprof, encabeçada por Mário Nogueira, abriu uma guerra com o Governo que levou a trocas de acusações e até a ruturas nas negociações. Recorde aqui os pontos-chave desta discussão.

O diploma de recuperação de dois anos, nove meses e 18 dias do tempo congelado foi aprovado a 7 de março e promulgado pelo Presidente a 11 de março. A contabilização total foi agora aprovada em Parlamento. Mas, afinal, quanto custará aos portugueses? Encontre aqui a resposta a esta e outras questões.

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