Até quem vota PS quer Marcelo outra vez em Belém

Avaliação do Presidente continua em alta. Entre quem diz votar no PS, cerca de 60% defendem que Marcelo devia ser mais exigente com o Governo. Inquiridos confiam mais no Presidente do que no Primeiro-Ministro.

A recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa é provavelmente o segredo menos guardado da política portuguesa, mas, mesmo sem haver confirmação oficial, 74% dos inquiridos na sondagem TSF/JN dizem que votavam no atual Presidente da República, se voltassem a repetir-se as eleições presidenciais de 2016. Há três anos, Marcelo foi eleito com 52%.


E se socialistas como Ferro Rodrigues e Jorge Coelho já manifestaram vontade de votar em Marcelo, a sondagem mostra que 80% dos inquiridos que dizem votar no PS escolheriam Marcelo Rebelo de Sousa, é um valor ligeiramente mais alto do que os 79% de intenções de voto entre o eleitorado do PSD e do CDS. Mesmo à esquerda: metade dos inquiridos eleitores da CDU votaria Marcelo, e o mesmo fariam quase 60% dos eleitores do Bloco que participaram nesta sondagem.

Mais de 90% dos inquiridos consideram que Marcelo tem tido uma atuação Boa (62%) ou Muito Boa (29%). E quando se analisa a divisão partidária de quem respondeu, constata-se que 36% de eleitores do PS consideram Muito Boa a atuação do Presidente e outros 60% Boa.Uma avaliação que supera a do eleitorado PSD/CDS. Mesmo junto dos eleitores do BE, 82% consideram Boa a atuação do Presidente que recolhe a mesma avaliação junto de 61% dos inquiridos da CDU.

Na comparação com o anterior Presidente Cavaco Silva, Marcelo sai a ganhar: 89% dos inquiridos consideram que Marcelo está a ter uma atuação Melhor ou Muito Melhor do que Cavaco Silva.

Já na comparação com António Costa, quase 60% dos inquiridos dizem confiar mais no Presidente do que no Primeiro-Ministro. 31% demonstram igual confiança nos dois. Só 7% preferem Costa a Marcelo.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa são os políticos que surgem com maior notoriedade nesta sondagem TSF/JN: o Presidente é identificado por 94%, o Primeiro-Ministro por 93%.

Questionados sobre de o Presidente devia ser mais exigente com o Governo, 71% dos inquiridos considera que sim, 25% dizem que não. Este desejo de maior exigência percorre todos eleitores de todos os partidos, mesmo junto de quem diz votar no PS: quase 60% dos eleitores socialistas inquiridos nesta sondagem defendem que Marcelo devia ser mais exigente com o Governo. No PSD CDS esse valor ultrapassa os 80% (84%) e no BE 74%.

Na avaliação do Governo, 45% consideram o desempenho apenas "razoável". 28% dão avaliação positiva e outros
27%
negativa. Questionados sobre a forma como o executivo governa, metade dos eleitores aprovam, 37% desaprovam e 13% não respondem.

Quem lidera a oposição?

Rui Rio é apontado como líder da oposição por 31% dos eleitores, seguido de muito perto por Assunção Cristas com 27%. E apesar de contribuir para a atual maioria, Catarina Martins com surge em terceiro com 8%, na resposta sobre quem lidera a oposição.

Mais de metade dos inquiridos dão nota negativa ao desempenho da oposição, 40% avalia o desempenho da oposição como "razoável".

Falta confiança nos políticos

A sondagem testou a confiança em 8 personalidades políticas, todas elas apresentaram um saldo negativo, ou seja, são mais os que não confiam do que aqueles que confiam nos políticos nomeados: embora com saldo negativo, António Costa é o nome que reúne mais confiança junto dos inquiridos (18%), seguem-se Catarina Martins (11%), Rui Rio (9%), Jerónimo de Sousa e Assunção Cristas empatados nos 6%, e depois no fundo da tabela da confiança estão André Silva (4%), e Pedro Santana Lopes e André Ventura com 3%.

Austeridade diminuiu?

Questionados sobre a evolução da austeridade do anterior para o atual governo, metade dos inquiridos afirmam que
diminuiu, 27% encontram o mesmo nível de austeridade e 18% até consideram que aumentou com o atual executivo.

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