Atuais e antigos assessores de Maria João Rodrigues "chocados" com acusações a eurodeputada

A eurodeputada socialista enfrenta uma queixa de assédio moral apresentada por uma assistente parlamentar.

Um grupo de atuais e antigos assessores de Maria João Rodrigues afirmou-se "chocado" e "surpreendido" com acusações publicadas na imprensa sobre um alegado "ambiente de medo e humilhação" por parte da eurodeputada socialista sobre elementos da sua equipa.

"Estamos chocados com as insinuações que têm vindo a ser feitas pela imprensa", começam por afirmar, em comunicado, Nuno Almeida d'Eça, Ainara Bascuñana, Diogo Pinto, Ana Isa Gommel e Lukas Veseley.

Os atuais e antigos colaboradores da eurodeputada do PS dizem-se "surpreendidos por ver relatado um ambiente de medo e humilhação por parte de Maria João Rodrigues na sua equipa".

Em causa está uma queixa de assédio moral apresentada por uma assistente parlamentar de Maria João Rodrigues, uma notícia avançada pelo site Político e jornal Expresso, já confirmada à Lusa pela eurodeputada, que disse aguardar com "tranquilidade" a conclusão da investigação.

O Expresso diz ter contactado com fontes que pediram o anonimato e que descreveram que no gabinete de Maria João Rodrigues existe "uma sensação de medo e de humilhação permanentes", descrevendo acessos de fúria constantes e injustificados, pressões e ameaças de represálias.

A eurodeputada considerou estas informações apresentadas no semanário "incorretas, distorcidas e caluniosas".

Também os cinco colaboradores de Maria João Rodrigues dizem acreditar que, embora respeitem o processo que está a decorrer na sequência da queixa, "a acusação de assédio não seja inocente, mas feita deliberadamente para atacar a reputação" da eurodeputada.

"Jamais nos sentimos a trabalhar num ambiente "de medo, humilhação permanente ou de ameaça de represálias como foi noticiado. Jamais aceitaríamos tal situação", garantem os assessores, acrescentando que os períodos de férias, ausências, incluindo doença, "sempre foram respeitados".

"É verdade que trabalhamos longas horas, mas isso é também uma escolha pessoal", defendem os responsáveis, para quem Maria João Rodrigues "é das eurodeputadas que mais se dedica ao seu trabalho".

Numa declaração escrita enviada à Lusa, Maria João Rodrigues lamentou que a assistente que apresentou a queixa "nunca tenha explicitado divergências de entendimento numa conversa franca, como é próprio duma equipa".

"Confrontada com o teor da queixa apresentada contra mim, fui convidada a apresentar a minha versão dos factos. Aguardo com tranquilidade a conclusão da investigação na instância parlamentar competente", indicou.

A eurodeputada admitiu ter contactado a funcionária fora do horário do trabalho, mas garantiu que as relações laborais que estabelece são "baseadas no respeito e confiança mútuos", bem como na alta motivação e empenho dos funcionários.

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