O Debate Final

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O Debate Final

Canábis e legalização da prostituição: o que defendem Rui Rio e Santana Lopes?

Os candidatos à liderança do Partido Social Democrata debateram pela terceira e última vez, desta vez na TSF e Antena 1. A eleição para a sucessão a Passos Coelho acontece sábado, dia 13 de janeiro.

O derradeiro debate entre os candidatos à liderança do PSD voltou a separar Rui Rio e Pedro Santana Lopes em diversos temas, nomeadamente relativamente à canábis para fins medicinais e a legalização da prostituição.

O PSD está contra o recurso à canábis para fins medicinais. Rui Rio está contra essa posição: "Para fins medicinais, com o suporte da Ordem dos Médicos, utilizado só com receita médica, não vejo porque não", defende o ex-autarca do Porto.

Pedro Santana Lopes, por outro lado, caminha na mesma estrada do partido: "Eu tenho a mesma posição do grupo parlamentar do partido: sou contra. Nós vivemos num tempo de quase ditadura moral de esquerda em muitas medidas que são tomadas. O PPD/PSD tem de ter uma posição coerente e lógica, respeitando as objeções de consciência sobre as matérias no plano da moral e ética e da posição face aos comportamentos de dependência".

Rui Rio, sem deixar cair a bola, deu troco: "Eu não discordo disto, eu estou de acordo com isso, mas eu disse com receita médica. Eu também não sou contra a utilização de morfina. Com receita médica", esclarece.

Quanto à legalização da prostituição, os candidatos voltaram a tocar cantigas diferentes. "Eu acho que é um tema que deveríamos debater", arranca Rui Rio. "Em nome da dignidade humana, em nome da saúde pública, acho que é um tema que deveríamos debater. Não digo contra ou a favor. É um tema fraturante. Se calhar o PSD está contra, mas a sociedade deveria debater."

Santana Lopes, dando a mão ao seu passado de autarca de Lisboa, voltou a recusar a ideia. "É um tema muito complexo. Tive de lidar especialmente com ele quando foi o Parque de Monsanto, em Lisboa. É muito, muito complicado, mas volto ao pressuposto da minha posição: nesta fase da sociedade portuguesa entendo que não. Tenho de travar um combate pelos valores e princípios da organização da sociedade como a defendo. Não devemos dar esse passo."