Falsas presenças na AR

Carlos César não deixa Negrão sem resposta: "É uma declaração indelicada e grave"

O presidente do Partido Socialista foi 'atacado' por Fernando Negrão mas não tardou em responder ao social-democrata.

Carlos César acusa Fernando Negrão de indelicadeza devido a uma declaração que considera grave e na qual o social-democrata o desafiou a "ser consequente" e a abandonar o grupo parlamentar por causa das viagens no âmbito do regime de deslocações de deputados , mas o socialista não aceita os argumentos do social-democrata.

"Não tem razão nisso. É, aliás, uma declaração indelicada e sobretudo grave porque o líder parlamentar do PSD conhece bem a diferença daquilo que está em causa", começa por dizer o socialista, recordando que as suas declarações "são no sentido de não deixar de relevar a gravidade do comportamento de deputados que falsifiquem as suas presenças ou declarem indevidamente moradas para obtenção de benefícios".

O líder parlamentar do PS reiterou que esse tipo de "comportamentos são fraudulentos e devem merecer uma atitude sancionatória da parte da Assembleia da República e dos partidos".

Porém, e sobre as deslocações dos deputados, Carlos César acredita que "o regime de apoio às deslocações dos deputados, quer no que toca aos deputados das regiões autónomas, quer no que toca aos deputados em geral, é um regime perfeitamente similar".

"O que está em causa é verificar se esta panóplia de apoios tem equidade e se ajusta ao que a Assembleia da República pretende e o que a Assembleia deve pretender é que os seus deputados se desloquem livre e frequentemente aos seus círculos eleitorais e a todo o país no cumprimento do seu mandato", frisou.

Neste momento há investigações a decorrer no Ministério Público e o PS vai aguardar o desfecho do tema.

Em relação aos professores, o presidente socialista explicou que não sabe se "as negociações prosseguirão ainda ou não" e garante que estas dependem "em muito da parte sindical".

"Gostaríamos muito que [as negociações] prosseguissem e que tivessem um bom desfecho, em todo o caso, do ponto de vista procedimental, se o governo vier a aprovar o decreto de lei nos termos que hoje o tem, esse decreto será promulgado ou não pelo Presidente da República e será sujeito ou não a reapreciação no plano parlamentar", recordou.

No final do encontro com o Presidente da República, Carlos César deixou claro que defende que as eleições legislativas do próximo ano se realizem a 6 de Outubro, por entender que é uma "data boa e ajustada".

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