Luís Montenegro

Centeno deve eleição a "Passos Coelho, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque"

No programa da TSF "Almoços Grátis", Luís Montenegro diz que a confiança depositada pelo Eurogrupo a Centeno também se deve ao anterior governo.

Luís Montenegro diz que o ministro das Finanças português deve, em parte, a eleição para a presidência do Eurogrupo ao anterior governo.

"Mário Centeno deve este lugar, não só às politicas que protagonizou com António Costa nos últimos dois anos em Portugal no que concerne ao respeito pelas regras europeias, mas também ao que Passos Coelho, Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque fizeram no quadriénio 2011-2015", disse o deputado social-democrata.

Em debate com Carlos César no programa da TSF "Almoços Grátis", Luís Montenegro destaca que "ficaria bem ao PS reconhecer" que não só os últimos dois anos pesaram na decisão do Eurogrupo.

"Não fora toda esta caminhada de aproximação das nossas metas orçamentais aquilo que é convencionado no âmbito da União Europeia e sobretudo do Eurogrupo e nós não teríamos capacidade para apresentar uma candidatura com credibilidade suficiente para sair vitoriosa."

Por seu lado, Carlos César condena os comentadores da área política do PSD que "ridicularizaram" a candidatura do ministro socialista.

Aqueles que "disseram de Mário Centeno o que nem Maomé disse do toucinho - o pior possível. Desde Passos Coelho, Assunção Cristas, não me lembro se Luís Montenegro disse ou não, de Marquês Mendes até Rangel."

"Todos eles disseram sobre Mário Centeno coisas extraordinárias e tentaram até humilhar a possibilidade de uma candidatura para este cargo", condenou o líder parlamentar do PS.

O "mérito desta eleição", diz Carlos César, está sobretudo no "reconhecimento que havia outra forma, outra alternativa". Mário Centeno "destacou-se pela diferença", reforça.

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