Catarina Martins

"Descongelar dois anos em 2019 não é contraditório com o que foi aprovado"

Catarina Martins garantiu que o descongelamento que já estava assumido deve ser cumprido e revelou ainda que o Bloco de Esquerda prefere que as eleições legislativas se realizem em outubro.

O Bloco de Esquerda defende que se faça o descongelamento dos mais de dois anos das remunerações dos professores propostos pelo governo já no próximo ano, sendo o restante dos cerca de nove anos descongelados depois. Depois do encontro de ontem entre os sindicatos docentes e a tutela, Catarina Martins considera que seria "bizarro" se o governo da República tivesse uma leitura diferente do que já foi decidido pelos governos regionais dos Açores e Madeira.

"Descongelar em 2019 dois anos não é contraditório com o que foi aprovado, só é contraditório se se descongelarem dois anos e se disser 'depois não se descongela mais nada'. Agora, descongelar dois anos em 2019, com o compromisso de o descongelamento continuar nos anos seguintes não tem nenhum problema", explicou a coordenadora do Bloco, assegurando que tem de haver o "compromisso de se manter este esforço de descongelamento até completar o respeito por todo o tempo de serviço".

A bloquista deu exemplos das regiões autónomas de Madeira e Açores, que decidiram descongelar o total dos anos de serviço dos professores, deixando claro que "seria bizarro que houvesse uma solução para os Açores e para a Madeira e uma solução diferente para o continente".

Catarina Martins falou, esta tarde, no Palácio de Belém após o encontro com Marcelo Rebelo de Sousa e no qual o Bloco de Esquerda disse ao Presidente da República que defende a realização das eleições legislativas durante o mês de outubro.

"O Bloco de Esquerda considera que é melhor [haver] eleições em outubro do que em setembro, até para que a campanha eleitoral não decorra, grande parte dela, num período em que a maior parte dos cidadãos está de férias", justificou.

Esta quarta-feira, no primeiro dia de audiências, o PCP não referiu datas concretas, mas defendeu que as legislativas deveriam ser afastadas das regionais da Madeira, apontadas para 22 de setembro. 'Os Verdes' propuseram 6 ou 13 de outubro, enquanto o PAN prefere dia 6.

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