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Diferença de apoios entre empresários vítimas dos incêndios é "inadmissível"

Assunção Cristas visitou esta terça-feira duas empresas da zona industrial de Oliveira de Frades que foram afetadas pelos incêndios florestais de outubro.

A líder do CDS, Assunção Cristas, critica o governo por apoiar de forma diferente as empresas dos setores da agricultura e da indústria, que foram afetadas pelos incêndios no ano passado. O reparo foi feito esta terça-feira pela presidente dos centristas em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, onde visitou uma empresa do ramo da avicultura e onde escutou as queixas de quem sente que não foi "muito apoiado".

"O setor primário é sempre um bocado excluído e posto à parte. Nós não temos as mesmas oportunidades, subsídios e apoios que tem o setor industrial", lamentou Jacinta Florindo, da empresa Sopil, que teve um prejuízo de dois milhões de euros nos fogos ocorridos há oito meses.

Depois de ouvir estas queixas, Cristas apontou baterias ao governo por ter "a oportunidade de apoiar mais", mas escolher não o fazer, considerando "inadmissível" a situação, tanto mais que o parlamento aprovou uma resolução para que não houvesse distinções na hora de ajudar. "Numa altura em que as pessoas perderam tudo com os incêndios, que tiveram que começar a reconstruir com os seus recursos e com o dinheiro dos seguros, não é compreensível este tratamento diferenciado", defendeu.

A líder do CDS voltou ainda a insistir na criação do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) Rural, numa medida já chumbada pela tutela. "Para uns casos este setor paga como se fosse indústria, para outros casos, para ter apoios do Estado então já tem menos apoios porque já vale como agricultura", lamentou.

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