"Direção do PS foi inábil a gerir o caso Sócrates"

Daniel Adrião, candidato à liderança do PS, considera que a decisão de José Sócrates de abandonar o partido é "inesperada e lamentável". O socialista sublinha que ninguém poderá apagar o legado de Sócrates.

A direção do PS foi "inábil" na gestão do caso Sócrates. Daniel Adrião, candidato à liderança do PS, considera incompreensíveis as declarações que vieram a público nos últimos dias.

"A direção nacional do partido foi muito inábil na gestão de todo este caso e, nos últimos dias, precipitou-se num conjunto de declarações irresponsáveis, que não têm de facto explicação racional. Não se compreende como é que, de um dia para o outro, uma série de dirigentes da primeira linha do partido socialista se multiplicam de forma concertada em declarações públicas infelizes sobre este caso", defende Daniel Adrião.

O socialista realça que, aconteça o que acontecer, ninguém poderá apagar o legado de Sócrates. "Foi uma figura marcante na história do PS. O PS não pode reescrever a sua história", sublinha à TSF.

Para Daniel Adrião, Pinho e Sócrates são casos diferentes e deviam ser tratados em separado. O candidato à liderança do PS defende até que o caso Pinho contaminou o caso Sócrates.

"O caso Manuel Pinho acabou por contaminar o processo Sócrates e a leitura política que o PS fez do processo de José Sócrates quando, até aqui, tinha conseguido efetivamente separar muito bem todo este processo. Cai por terra a célebre declaração que fez a escola do PS nos últimos três anos, quando o próprio secretário-geral António Costa disse 'à Justiça o que é da Justiça, à Política o que é da Política'".

Agora, o socialista considera que é inevitável falar do caso Sócrates no Congresso do PS, marcado para 25 a 27 de maio.

José Sócrates anunciou esta sexta-feira nas páginas do Jornal de Notícias que pediu a desvinculação do PS.

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