"Divergir não significa nenhum pecado, significa sermos iguais a nós próprios"

Pedro Santana Lopes discursou já depois da meia noite deste sábado, apelando à união à volta de Rui Rio e deixando umas farpas à esquerda.

Depois de uma campanha "intensa" Santana Lopes, derrotado por Rui Rio nas últimas diretas, pede "força" e "unidade"para Rui Rio, que diz ser um homem de "coragem".

Alguns excertos da intervenção de Pedro Santana Lopes:

"Como o novo presidente disse, foi natural o entendimento a que procurámos chegar depois da batalha intensa"

"Somos um partido só."

"A Rui Rio cabe a legitimidade plena para liderar, a todo nós o dever de o ajudar a ganhar nesta tarefa difícil que ele tem pela frente".

"Ele tem vontade política para o tentar, são assuntos muito importantes para o país e oxalá que outros partidos correspondam."

"Absolutamente irresponsável", diz Santana sobre o "clima" de "guerra" durante a campanha. O antigo primeiro-ministro critica quem fomentou este "clima".

"Só te perguntei se queres ganhar e, bem, tu respondeste que sim", confidencia Santana Lopes, que fala sobre aquilo que conversou com Rui Rio antes do congresso.

"Até eu admiti no último dia de campanha que se eles batessem com a mão no peito viabilizaria um Governo minoritário do PS".

"Não vai ser só o Orçamento do Estado a colocar questões sobre a solidez da frente de esquerda, também a legislação laboral é um tema difícil", diz, acrescentando que também o tema das obras públicas cria dificuldades à "geringonça".

"Como é que comunistas mantêm um Governo com o mais baixo nível de investimento público?", questiona.

Críticas de Santana Lopes a uma alegada incoerência de BE, PEV e PCP, que, por um lado, criticam o Governo e que, por outro, "aprovam os Orçamentos do Estado".

"Se estivermos todos unidos nós vamos ser capazes de derrotar a frente de esquerda", defende, deixando uma "palavra ao Congresso" sobre "sentido de responsabilidade" - e, nesse ponto, lembrando a questão da composição das listas articulada por ambos os candidatos à sucessão de Passos Coelho.

É um pedido de Santana aos militantes, que assinala: "Divergir não significa nenhum pecado, significa sermos iguais a nós próprios", sublinha.

"Muitos de nós vamos dar-te a unidade e convergência que muitos dos que te apoiaram nestas diretas nunca deram ao anterior líder do partido".

"Quero aqui dizer que cada um votará como entender nas listas para o Conselho Nacional, mas, nas listas para a Comissão Política Nacional, espero que o partido dê força ao novo líder do partido, porque, para fora, isso tem a sua importância".

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