eleições europeias

Negrão diz que campanha nos Açores é um "problema ultrapassado"

Questionado se o PSD vai conseguir fazer campanha no arquipélago, com o apoio do PSD/Açores, o líder da bancada parlamentar respondeu: "naturalmente que sim".

O líder parlamentar do PSD considerou esta quinta-feira que a ausência de um candidato açoriano em lugar elegível para as eleições europeias é "um problema ultrapassado" e antecipou que o cabeça de lista irá fazer campanha naquele arquipélago.

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Em declarações aos jornalistas no final da reunião do grupo parlamentar do PSD, que decorreu na Assembleia da República, em Lisboa, Fernando Negrão afirmou ter a certeza de que "Paulo Rangel irá aos Açores e fará campanha".

Questionado se o PSD vai conseguir fazer campanha no arquipélago, com o apoio do PSD/Açores, o líder da bancada parlamentar respondeu: "naturalmente que sim".

Por isso, este "é, com certeza, um problema ultrapassado", salientou.

"Neste momento o objetivo é que as ideias apresentadas pelo PSD tenham vencimento", vincou o líder parlamentar aos jornalistas, acrescentando que "as europeias não dominaram esta reunião do grupo parlamentar".

O líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, acusou na quarta-feira a direção nacional do partido de dar "um papel de segunda" à estrutura, ao oferecer o oitavo lugar na lista às europeias, e admite que poderá não haver campanha no arquipélago.

Alexandre Gaudêncio salientou que existia a "legítima expectativa" de a região ter um lugar elegível, quer devido à tradição existente no partido, quer pelo nome que indicaram, o antigo presidente da Assembleia da República João Bosco Mota Amaral.

A Comissão Política Nacional aprovou no mesmo dia o princípio de que nas eleições europeias as regiões autónomas passam a ter um lugar nos lugares eleitos no mandato anterior e outro num "lugar importante", tendo atribuído à Madeira o sexto lugar e aos Açores o oitavo, considerado já de muito difícil eleição.

Já esta madrugada, o Conselho Nacional do PSD, reunido em Coimbra, aprovou a lista de candidatos ao Parlamento Europeu por 91% de votos a favor, numa votação que decorreu por método secreto, após requerimento do líder do PSD/Lisboa.

O resultado - 70 votos a favor e 7 contra, foi anunciado pelo cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, perto das 02h00, no final de uma reunião que começou pouco depois das 21h00.

Há cinco anos, o PSD concorreu às europeias em coligação com o CDS-PP e ficou em segundo lugar com 26,7% (7 eurodeputados, seis dos quais do PSD), atrás do Partido Socialista.

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