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Costa promete "para breve" uma resposta sobre reformas e fator de sustentabilidade

Na AR, António Costa sublinhou as "boas notícias" sobre o crescimento da economia, anunciou medidas para investimento, respondeu ao PSD sobre o BES e ao PCP a propósito das carreiras contributivas.

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O Governo aprova amanhã em Conselho de Ministros uma nova estratégia de inovação entre 2018-2030 com o objetivo de atingir 3% de investimento em I&D (com a maior fatia - dois terços - de despesa privada), alcançar os 60 % de acesso ao ensino superior entre os jovens de 20 anos e alargar para mais metade o número de graduados entre os 30 e os 34 anos.

No debate quinzenal, o primeiro-ministro, António Costa, prometeu ainda a aprovação, esta quinta-feira, de uma nova "lei de Ciência" para modernizar o regime jurídico de quem se dedica à investigação científica e desenvolvimento tecnológico.
Já a prever os dados esta segunda-feira divulgados pelo INE sobre o crescimento da economia portuguesa, o primeiro-ministro escolheu "economia, inovação e conhecimento"como tema para o debate quinzenal de hoje.

Depois da intervenção inicial de António Costa, seguiram-se as perguntas das várias bancadas, de BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN e PS, a começar pelo PSD.

Este debate foi o último antes do congresso do PSD, marcado para o próximo fim de semana, e onde Rui Rio deverá clarificar a escolha para a liderança da bancada social-democrata, que é ainda ocupada por Hugo Soares. Assim, António Costa aproveitou para se despedir do ainda líder do PSD, Passos Coelho, falando em "divergências recíprocas" durante dos debates travados desde 2015.

Na Assembleia da República, outro dos temas em destaque foi sobre se haverá impacto para os contribuintes na sequência do "empréstimo" aos lesados do BES. "O senhor mantém a tese de que os contribuintes não têm nenhuma fatura a paga?", questionou Hugo Soares. Na resposta, o primeiro-ministro deixou uma garantia: "A avaliação que nós fazemos é que o risco de segurança dos créditos é compatível com a garantia que os contribuintes não irão pagar o empréstimo que foi contraído para a associação dos lesados".

"Os senhores esconderam na gaveta a situação no Banif. Continuam a ignorar que o maior fator de confiança do sistema financeiro é perante os seus clientes que depositam as suas poupanças nos bancos", disse Costa, que assinalou: "O que nos separa é a falta de vergonha de ter um problema e não o resolver".

No debate, Costa respondeu ainda ao PCP sobre carreiras contributivas e fator de sustentabilidade, e, lembrando os "passos dados" na diversificação das fontes de rendimento, disse: "Estamos em sede de concertação social a avaliar a primeira fase da trajetória de reposição de justiça sobre carreiras contributivas e assim também acontece com o fator de sustentabilidade". E, dirigindo-se a Jerónimo de Sousa, o primeiro-ministro remeteu uma "resposta final" ou "propositiva" para "breve".

Já o líder do PCP voltou a pedir que se conclua, já em 2018, o processo da revisão das regras do acesso à reforma, com o calendário da eliminação do factor de sustentabilidade e o alargamento aos trabalhadores que aos 60 anos já tinham 40 de descontos.

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