Há uma "tendência" para ver a participação das mulheres na política como "decorativa"

Rosa Monteiro sublinhou, em entrevista à TSF, que não entende como é que não há mais mulheres em cargos de topo, no dia em que se assinala os 40 anos da tomada de posse da única primeira-ministra de Portugal, Maria de Lourdes Pintassilgo.

Há 40 anos tomou posse aquela que foi a única primeira-ministra de Portugal, Maria de Lourdes Pintassilgo. A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, aproveitou a efeméride para lamentar os preconceitos culturais que continuam a dificultar a presença das mulheres em lugares de chefia e a limitar o papel das mulheres na política.

"Penso que o trabalho a fazer é muito um trabalho a nível local, a nível dos municípios. Dos partidos também se espera maior proatividade para vencer estas tendências que existem de ver aquilo que é a participação das mulheres na política, por vezes, mais como decorativa e para cumprir uma quota do que lhe dando efetividade de participação plena e de decisão."

Rosa Monteiro sublinhou, em entrevista à TSF, que não entende como é que não há mais mulheres em cargos de topo: "Quando nós percebemos hoje o capital de competências que as mulheres possuem - porque atingem níveis mais elevados de escolaridade, habilitações, são mais doutoradas, mais mestres - não se percebe como é que elas não estão mais presentes nos lugares de topo"

"É uma irracionalidade até sob o ponto de vista das organizações, sejam elas da economia ou da política. Isso tem que ver com resistências que, por um lado, têm que ver com as representações sobre os papéis das mulheres e dos homens na sociedade, na família e também nas organizações de trabalho", rematou.

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