Henrique Neto admite demitir governo que falhe meta do défice

O candidato presidencial diz que "não cumprir os compromissos internacionais de Portugal, nomeadamente nas questões financeiras, seria suicidário" para a economia do país.

Henrique Neto esteve no Fórum TSF, onde se definiu como "extremamente crítico" da União Europeia, do Tratado Orçamental e da "indiferença" da Europa "perante as dificuldades financeiras os países".

Mesmo assim, o candidato a Belém entende que "não cumprir seria perfeitamente destrutivo, dado o poder do sistema financeiro sobre as democracias". Por isso, encontra nesse incumprimento motivo suficiente para demitir um governo que não cumpra a meta do défice.

A jornalista Sofia Morais ouviu Henrique Neto no Fórum TSF

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Uma situação que coloca em causa os interesses do país, daí que o Presidente da República deva usar todos os poderes que a Constituição lhe atribui, demitindo o executivo.

Apesar de se definir como muito crítico da Europa, Henrique Neto promete lutar por uma política europeia mais humanizada, caso seja eleito. "Lamento que os governos sejam cordeiros com a União Europeia e lobos com os contribuintes portugueses". E, para ilustrar, dá o exemplo do Banif. "Em relação à UE, "Oh, da guarda!", baixamos, concordamos, somos cordeiros; quanto aos contribuintes.... que paguem! Somos o lobo. Um Presidente da República não pode aceitar isto".

Críticas aos adversários

Na corrida a Belém, Henrique Neto ataca os que entende que, até agora, silenciaram cenários "mais do que previsíveis". "Dois foram presidentes de partidos e não me recordo de terem ido à televisão dizer, por exemplo, que o engenheiro Sócrates estava a destruir a economia do país".

Sublinhando estar a falar do seu próprio partido, o candidato presidencial denuncia que nem Maria de Belém, nem Marcelo Rebelo de Sousa, disseram, em tempo útil, que José Sócrates estava a "criar uma dependência externa que afetava a nossa independência, a coisa mais sagrada que um país tem".

E nem Sampaio da Nóvoa, antigo reitor da Universidade de Lisboa, escapa às críticas de Henrique Neto. São os três "candidatos do sistema", diz Neto, que considera que um reitor universitário é uma "figura de grande importância política".

No Fórum da TSF, o candidato às presidenciais de 24 de janeiro promete que, ser for eleito, não será um Presidente que "cabe no bolso do governo". Promete atuar, de "forma independente" pela "defesa intransigente" de todos os portugueses.

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