Eduardo Cabrita

MAI abre processo para averiguar agressões a luso-colombiana

Luso-colombiana foi agredida por um segurança na noite das festas de São João, no Porto.

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, reagiu ao caso da luso-colombiana agredida no Porto e garantiu que "não tolerará fenómenos de violência nem manifestações de cariz racista ou xenófobo".

Em comunicado enviado às redações, o ministério refere que "na sequência das questões suscitadas hoje por vários partidos parlamentares, relativas a uma ocorrência envolvendo uma cidadã colombiana no Porto, o Ministério da Administração Interna informa que, através da Inspeção Geral da Administração Interna, foi aberto um processo administrativo, que visa o esclarecimento da situação junto da Polícia de Segurança Pública".

O caso tornou-se público através das redes sociais, depois de a jovem ter sido agredida durante o São João, no Porto, enquanto se preparava para entrar num autocarro. As agressões e insultos surgiram por parte de um segurança da empresa 2045, que garante já estar a averiguar a situação.

Sem nunca mencionar a acusação de "motivações racistas" avançada pela agredida, a 2045 refere, no entanto, ter "cerca de 3.000 funcionários, entre vigilantes e colaboradores da estrutura", que incluem "elementos de várias etnias", assegurando não haver "qualquer tipo de descriminação de nacionalidade, religião, raça ou género".

O tema chegou rapidamente à Assembleia da República, onde se pediram ações por parte do Governo e até consequências para a empresa do agressor.

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