Presidente da República

Marcelo admite "tanta expectativa" antes de visita a campo de refugiados

Esta quarta-feira, o presidente da República vai conhecer um campo de refugiados, em Tebas, e um centro de apoio a refugiados onde trabalham voluntários portugueses, em Atenas.

No último dos três dias da visita de Estado à Grécia, Marcelo Rebelo de Sousa, que tem colocado o tema da crise migratória em destaque desde que chegou a Atenas, manifesta grande expectativa em relação às visitas desta manhã ao campo de refugiados de Tebas, responsabilidade da Organização Internacional das Migrações, e ao Serviço Jesuíta aos Refugiados, um centro social de apoio a refugiados, que conta com voluntários portugueses.

O primeiro ponto de paragem do presidente da República e da comitiva portuguesa é no campo de refugiados de Tebas, onde diariamente vivem mais de 600 pessoas, a maioria provenientes da síria. São mais de 60 apartamentos e outros tantos contentores que, no total, fazem deste campo de refugiados - a cerca de uma hora de Atenas - uma casa improvisada com capacidade para cerca de 700 pessoas.

Criado em junho do ano passado, o campo, que ocupa hoje as instalações de uma antiga fábrica de têxteis, tem hospedado principalmente famílias de refugiados e menores não acompanhados que chegam das ilhas do Mar Egeu, e é apenas um dos muitos campos criados na Grécia desde a crise migratória que atingiu níveis críticos em 2015, mas que continua a representar um dos maiores desafios para a sociedade grega.

Desde o primeiro dia da visita de Estado à Grécia, o presidente da República português não tem poupados nos elogios ao "exemplo grego", que, considera, vai ao encontro da "tradição europeia" de acolhimento de quem mais precisa. "Batendo-se pela vida e pela dignidade humanas, acolhendo milhares de refugiados, não recuando perante desafios políticos e sociais, com que poucos de nós teremos algum dia sido confrontados. Garantindo que a tradição europeia de acolhimento, proteção e asilo não era posta em causa", disse o chefe de Estado, esta terça-feira à noite, durante um jantar oferecido pelo presidente grego, Prokopios Pavlopoulos.

E, no que diz respeito ao acolhimento, o presidente da República tem salientado, durante a visita, que é feito também por voluntários portugueses. Motivo suficiente para, entende Marcelo Rebelo de Sousa, partir para a visita aos dois locais com grandes expectativas.

"Encaro com tanta expectativa a visita a um campo gerido pela Organização Internacional das Migrações e a um centro social de apoio a refugiados, por onde têm passado tantos jovens portugueses", disse o chefe de Estado, a poucas horas da visita, já no último dia de visita à Grécia, onde tem garantido que o Estado português fala a "uma só voz", e que "compreende e apoia" o exemplo grego em matéria de acolhimento de migrantes e refugiados.

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