Presidente da República

Marcelo defende que a política portuguesa para os refugiados é "de excelência"

Presidente encerrou o Congresso dos Refugiados, deixando recados à Web Summit e aos Estados que desrespeitam o direito internacional ao deixar morrer refugiados em alto mar, dando bons e maus exemplos das políticas para as migrações.

Apelidando os refugiados de "heróis quotidianos" e perante uma plateia sobretudo de jovens, descrentes em relação à política e aos políticos, Marcelo Rebelo de Sousa fala da boa política que se faz em Portugal.

"A política portuguesa em relação aos refugiados é um exemplo de excelência", disse o presidente durante o encerramento do Congresso dos Refugiados, referindo "a política dos governos, dos partidos, dos municípios, da sociedade civil, das instituições", e garantiu que "vale a pena fazer esta política".

Política de "serviço aos outros", sublinha o Presidente, que prestes a encerrar a Web Summit deixou no ar a pergunta: "De que servem essas tecnologias se não servirem as pessoas de carne e osso? De que servem? Se aquilo que lá se discute, que lá muda no mundo do digital, da internet, das novas tecnologias, servir para fazer o bem, valeu a pena. Se servir para fazer o mal, fazer as guerras, promover as injustiças, as perseguições, é negativo. Não basta dizer que bom o avanço da ciência e da tecnologia, é preciso perguntar ao serviço de quem, de quê, de que valores".

Aos refugiados e jovens presentes na conferência, Marcelo contou a parábola do bom samaritano e mostrou como as sociedades podem ser injustas, dando como exemplo os navios de refugiados em alto mar, muitas vezes ignorados pelos Estados mais próximos que os ignoram. "Finge-se que não se vê e deixa-se morrer", acusou Marcelo Rebelo de Sousa, esclarecendo que se trata de um desrespeito pelo Direito Internacional.

Para o Presidente, "acolher, integrar e resistir às vozes mais críticas" é a forma de Portugal continuar a fazer "boa política" em relação aos refugiados, mostrando que tem resistido às ameaças de xenofobias e radicalismos surgidas nos últimos anos na Europa.

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