Presidente da República

Marcelo está em Paris para as comemorações do centenário do Armistício

O chefe de Estado português vai jantar com Emmanuel Macron num evento oferecido aos mais de 60 Presidentes que estão na capital francesa.

O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo De Sousa, chegou esta tarde a Paris para se juntar aos mais de 60 chefes de Estado reunidos na capital francesa para as comemorações do centenário do Armistício.

Cem anos depois da assinatura do armistício que pôs fim à primeira guerra mundial, a capital francesa é a partir deste domingo e durante três dias, o centro do mundo.

No primeiro de dois dias da visita, Marcelo Rebelo De Sousa visita três exposições; "Portugal e a Grande Guerra" no Consulado geral de Paris. Uma mostra sobre a participação portuguesa na Primeira Grande Guerra que o impacto deste conflito na política portuguesa do século XX.

O chefe de Estado prossegue o périplo artístico para descobrir "les contes cruels" da pintora portuguesa Paula Rego no museu de l"Orangerie, onde ainda visita os mais conhecidos quadros de Monet na sala dos Nenúfares.

Marcelo Rebelo de Sousa é ainda esperado na delegação da Fundação Calouste Gulbenkian para visitar a exposição "Gris, vide, Cris" que junta o escultor português Rui Chafes a Alberto Giacometti.

Questionado sobre o exército europeu, Rebelo recordou que "Portugal entende é importante o empenho crescente dos europeus em matéria de defesa e segurança e esse empenho é indissociável de compromissos assumidos com os nossos aliados transatlânticos, nomeadamente com os EUA e o Canadá". Do mesmo modo, explicou que ficou claro no debate parlamentar nacional que "não se trata de um exército europeu, mas sim de um reforço do empenho complementar daquele que é traduzido pela aliança atlântica dos europeus".

"A ideia é Portugal ser uma plataforma de culturas, civilizações, continentes e oceanos construtora de paz e criadora de pontes. E, não é por acaso, que o secretário-geral das Nações Unidas é um português", frisou.

No final deste sábado, o Presidente francês, Emmanuel Macron, oferece um jantar no museu Quais d'Orsay aos mais de 60 chefes de Estado.

Aos representantes dos principais países que participaram na guerra 14-18, presentes para as comemorações de amanha de manha, juntam-se na Grande Halle de la Villete varias dezenas de outros chefes de Estado e de governo, os organizadores internacionais bem como os principais atores da sociedade civil. Juntos, pretendem fortificar a forma de governar a nível mundial.

O Presidente do Fórum para a Paz, Justin Vaïsse, afirmou quer não se trata de "uma cimeira para a paz para se fazer um gestão sobre a mediação ou sobre diplomacia. É antes uma cimeira sobre as condições da paz e sobre a forma como as organizações mundiais podem fortificar para atingir essa paz".

Para Emmanuel Macron, o atual contexto ecoa nos anos 30 do século passado. Se o Armistício põe fim à Grande Guerra, abre também um período sombrio marcado por uma crise económica mundial, isolamento, e subida de regimes autoritários. Poucos anos, o mundo não consegue segurar essa paz e dá início a uma Segunda Guerra Mundial.

"Com os chefes de Estado e de governo convidados, não se trata apenas de comemorar o centenário do armistício, mas de garantir a promessa que fora feita em 1918: nunca mais isto", declarou o Presidente francês há dois meses, em julho, quando oficializou os convites para o Fórum da Paz.

Donald Trump figura na lista de dirigentes presentes e esperados amanha neste Fórum da Paz, mas também Vladimir Poutine, a chanceler Alemã Angela Merkel e o primeiro ministro canadiano Justin Trudeau são também m eles aguardados. Sem surpresa, Donald Trump já anunciou que não vai participar no encontro.

Acordo de Paris sobre o clima, o acordo nuclear iraniano, as guerras comerciais entre a China e a União Europeia : desde a chegada de Trump à Casa Branca não param de agitar os tratados internacionais numa politica agente nas relações bilaterais.

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