Provas de aferição no 2º, 5º e 8º ano. Exames finais mantêm-se no 9º ano

O Ministério da Educação já anunciou os termos do novo modelo integrado de avaliação externa para o Ensino Básico. O objetivo, agora, é avaliar antes do fim de cada ciclo. Mas no 9º ano, os exames são para manter.

O Ministério da Educação decidiu adotar três provas de aferição ao longo do Ensino Básico. Abrangem os alunos do 2º, do 5º e do oitavo ano. Ou seja, os testes passam a ser realizados antes do final de cada ciclo. A tutela justifica o novo calendário dizendo que desta forma será possível agir atempadamente sobre as dificuldades detetadas.

Mário Nogueira diz que agora é preciso reforçar os recursos humanos

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No comunicado, onde dá conta do novo modelo integrado de avaliação, o ministério esclarece, ainda, que no caso da prova do 2º ano - a aferição vai passar a abranger todas as áreas do currículo, mas apenas a partir do próximo ano letivo. No atual, os testes vão incidir nas disciplinas de Português e Matemática.

O mesmo vai acontecer nos 5º e 8º anos - no final do presente ano letivo haverá duas provas - também de português e matemática... Depois, os testes passam a incidir, de forma rotativa, noutras áreas do currículo. Outra novidade, para o quinto e o oitavo ano, é a introdução, segundo o ministério, de rotinas de avaliação a partir de situações práticas. Um modelo que será aplicado a algumas disciplinas, que não são para já identificadas.

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Quanto às datas da realização das provas - no 2º e no 5º anos - vão ser marcadas durante a última semana de aulas. No 8º ano será depois do fim do ano letivo, em datas compatíveis com a restante avaliação externa.

No nono ano, o Ministério da Educação optou por manter o atual modelo: duas provas finais - de Português e de Matemática.

Jorge Ascensão, presidente da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) considera que estas alterações são positivas mas defende que é preciso esperar para ver como é que o modelo será aplicado.

Jorge Ascenção, presidente da CONFAP

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Jorge Ascensão defende ainda que "não é positivo" que alterações entrem em vigor a meio do ano letivo "porque há um planeamento que foi feito no final do verão do ano passado".

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