Política

"Não é impossível que Passos volte", afirma Luís Montenegro

Retirou-se do Parlamento e não tem saudades, garante Luís Montenegro, desta vez não no programa da TSF onde é habitué, "Almoços Grátis", mas no "Às Onze no Café de São Bento".

Sem esconder que o regresso não está fora do horizonte, para disputar a liderança do PSD, o ex-líder parlamentar mostra-se preocupado com o "tempo perdido" pela direção de Rui Rio. Luís Montenegro deixa claras críticas à estratégia da liderança: não mostra uma alternativa ao PS e errou ao clamar um "banho de ética" no partido. "Rui Rio não precisava, era vista como um político sério", afirma.

Luís Montenegro considera que o caso das faltas do deputado e secretário-geral do PSD José Silvano está a prejudicar o partido. O social-democrata diz que "o prejuízo na afirmação do caminho político é inegável".

E recorda que não é a primeira vez que notícias associadas ao PSD dominam a discussão pela negativa.

O social-democrata mostra-se por isso preocupado com o partido. Se as eleições legislativas fossem hoje, diz, "o PSD não venceria".

Grande parte da culpa pela situação do partido é de Rui Rio, diz. "A forma como tem gerido alguns destes casos tem-lhe retirado margem de manobra"

Luís Montenegro considera que a alternativa de políticas era mais clara com Passos Coelho, há nove meses. E diz, claramente, que Passos pode voltar a ser uma alternativa, "para líder e para candidato a primeiro-ministro". Talvez não a seguir às legislativas de 2019, mas depois disso... e se Passos quiser. "Tem idade e tem crédito", afirma.

Montenegro diz que não deverá ser candidato a deputado nas listas das legislativas - e nem tem a certeza que ser líder dentro do Parlamento seja melhor do que estar de fora.

O social-democrata avisa que as Eleições Legislativas "vão ser difíceis", mais do que as Europeias e até que as eleições na Madeira. Mas também critica o Governo socialista, dizendo que vai acontecer "uma ironia histórica: o PSD voltar ao poder e dar prioridade ao Estado social sobre as finanças públicas."

Ouça aqui as emissões anteriores de Às 11 no Café de São Bento

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