Entrevista TSF

Não importa que CDS fique à frente do PSD... desde que ganhe Lisboa

Em entrevista à TSF Carlos Carreiras deseja que as candidatas do PSD e do CDS fiquem em primeiro e em segundo lugar. "A ordem dos fatores é-me indiferente", diz.

Na primeira entrevista, depois de encerrado o processo de escolha do candidato à Câmara de Lisboa, Carlos Carreiras, coordenador autárquico do PSD, diz que não tem "razões para acreditar que Teresa Leal Coelho fique atrás de Assunção Cristas", na corrida à capital. Mas bom, mesmo, seria que as duas candidatas conseguissem ficar "em primeiro e em segundo lugar. E, neste caso, vou-lhe ser franco, a ordem dos fatores seria indiferente", admite. Significa isso que, para Carlos Carreiras, é indiferente a vitória de Assunção Cristas? A resposta do coordenador autárquico do PSD é clara: "Gostaria muito mais que a candidatura do PSD ganhasse, mas, se chegarmos ao dia das eleições e as duas candidaturas estiverem em primeiro e em segundo lugar, será um excelente resultado".

"Teresa Leal Coelho é uma excelente candidata"

Pedro Passos Coelho definiu este mês de março como o prazo limite para fechar o processo de escolha dos candidatos do partido às próximas eleições autárquicas.

Em Lisboa, o PSD esperou (e desesperou) à espera de Pedro Santana Lopes, que acabou por não avançar. Depois disso, muitos nomes circularam na comunicação social como tendo sido convidados para serem candidatos, pelos sociais-democratas, à autarquia da capital.

Carlos Carreiras desmente e garante que "Teresa Leal Coelho certamente não é o plano Z". Coisa diferente é dizer que será uma candidata vencedora. "Se é vencedora, são os eleitores que vão ter que pronunciar-se no dia das eleições" defende-se o coordenador autárquico do PSD, acrescentando que "Teresa Leal Coelho é uma excelente candidata". Carreiras lembra ainda que "não há eleições ganhas nem perdidas à partida".

Coligação em Lisboa? Cristas é que a inviabilizou

Esgotada a possibilidade Santana Lopes, porque não apoiou o PSD a candidatura de Assunção Cristas? Carlos Carreira responsabiliza, em primeira instância, a própria líder do CDS, quando anunciou que era candidata a Lisboa. "Logo aí foi a própria Assunção Cristas a definir as regras próprias internas, da sua disponibilidade de abordagem das próprias autárquicas", lembra o coordenador autárquico social-democrata.

Carlos Carreiras exemplifica com um caso que conhece bem: a câmara de Cascais. "Eu em Cascais também podia dizer que vou ter uma candidatura própria do PSD. Anulava a coligação que temos neste momento em Cascais e que tem corrido muito bem", explica, ao mesmo tempo que diz respeitar "a opção de Assunção Cristas em avançar com uma candidatura própria". E essa decisão fechou a porta a uma coligação com o PSD na capital? "A forma como lançou a sua candidatura, foi essa a indicação que deu. Depois, mais tarde, houve novamente essa possibilidade de conciliação, mas não foi possível", remata.

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