Autárquicas 2017

"Não recebemos telefonemas de Lisboa a dizer que estamos a ser inconvenientes"

Rui Moreira apresenta manifesto eleitoral.

Na apresentação do manifesto eleitoral, no Rivoli, Rui Moreira considerou que a sua candidatura é a mais independente e definiu a cultura como "vértice principal".

Primeira área que Rui Moreira destaca na apresentação do manifesto: a cultura. "Enquanto cá estivermos, se confiarem em nós, vai ser o vértice principal da política da Câmara Municipal do Porto", assegurou.

Moreira quer dar continuidade ao legado de Paulo Cunha e Silva. Com a cultura ao leme, surgem depois as outras áreas críticas. Desde logo, o turismo: "Nós gostamos do turismo, achamos que tem sido extraordinariamente benéfico e o que queremos é manter a autenticidade da cidade."

Habitação, ação social, mobilidade, segurança e desporto são outros dossiês a que o candidato promete prestar atenção, caso seja eleito para um segundo mandato, no qual pretende criar o gabinete do provedor do munícipe. "Temos que ter uma pessoa idónea, independente e responsável que pode receber as queixas e transformar-se imediatamente no agente protetor dessa pessoa, no sentido da câmara fornecer a informação e, na melhor das hipóteses, resolver o problema", explicou.

No Teatro Rivoli, Rui Moreira apresentou o manifesto em mangas de camisa, desceu do palco para que fosse passado um vídeo sobre a vitória em 2013 e voltou a subir, já de casaco e microfone de lapela, para garantir que a candidatura que encabeça - e que conta com o apoio do CDS - é a mais independente de todas.

"Nós não recebemos telefonemas de Lisboa a dizerem que o que estamos a dizer é inconveniente. E vocês sabem que, como eu não quero fazer mais nada no Porto a não ser ser presidente da Câmara nos próximos quatro anos, não vou receber ordens de ninguém, porque não vou embora daqui, vou ficar aqui até ao fim", atirou, ouvindo em resposta o aplauso mais forte da noite.

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