"O caminho não é andar para trás." PCP reafirma diferenças em relação ao PS

A poucos meses do final da primeira legislatura cumprida com o apoio da esquerda parlamentar, o PCP junta, em Braga, deputados do parlamento nacional e europeu. Declaram que "Avançar é preciso".

Em contagem decrescente para o ano eleitoral, o PCP junta os deputados do Parlamento nacional nacionais e do Parlamento Europeu em Braga, não escondendo que o combate contra uma eventual maioria absoluta do PS é um objetivo determinante. Jerónimo de Sousa já disse que, nesse caso, os comunistas não seriam "uma peninha no chapéu" socialista e os comunistas não perdem ocasião para sublinhar o peso que tiveram na reversão de algumas medidas "gravosas" dos anos da troika e na "reposição de direitos e rendimentos".

Numa antevisão das jornadas, João Oliveira, líder da bancada comunista, avisa que "é preciso mesmo avançar".

"O caminho não é andar para trás, é avançar naquilo que foram medidas positivas tomadas ao longo destes últimos quatro anos e que precisam ser desenvolvidas, mas também avançar com outras linhas de rutura com as opções da política de direita."

Nas jornadas de Braga, os deputados do PCP vão insistir num dos principais erros que apontam ao Governo do PS: a falta de investimento.

"Nós identificamos um conjunto de limitações que foram impostas e resultam das opções que o Governo foi fazendo, dos critérios e prioridades que definiu, em muitas circunstâncias coincidindo mais com as imposições da União Europeia do que com as necessidades do país, e que têm no investimento público um retrato dramático", explicou aos jornalistas o líder parlamentar, João Oliveira.

Os casos da saúde, educação, ferrovia e outras infraestruturas e equipamentos são alguns dos exemplos citados pelo PCP que, no terreno, vai tentar "afirmar o caminho que é preciso fazer para dar resposta aos problemas do país".

"Temos um conjunto de contactos e visitas a variadas instituições, entidades e setores, começando pelos setores produtivos, com a projeção que queremos dar à necessidade de medidas para aumentar a produção nacional e fazer isso vencendo as imposições da União Europeia, que em áreas como a agricultura, pescas e indústria constitui uma limitação à capacidade produtiva", detalhou João Oliveira, descrevendo o percurso que os deputados comunistas vão fazer pelo distrito de Braga, "um dos maiores do país, não apenas em território, mas em população, com um conjunto muito diversificado de realidades, das zonas mais urbanas às mais rurais".

"Estas jornadas parlamentares não são de balanço da legislatura, mas em que procuraremos afirmar o caminho que é preciso fazer para dar resposta aos problemas do país e para se avançar naquilo em que já houve algum tipo de resposta ao longo destes últimos anos", adiantou o líder parlamentar comunista.

Este primeiro dia das Jornadas termina com um jantar no restaurante chamado "Arafate".

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