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CDS tem "ambição legítima que não deve ser menorizada à partida"

Carlos César diz que o CDS está a "ganhar pontos na competição pela liderança do centro e da direita".

Carlos César diz que o CDS tem uma "ambição legítima e que não deve ser menorizada à partida".

No programa da TSF "Almoços Grátis", o líder parlamentar do PS disse que o 27.º Congresso do CDS, que decorreu este fim de semana em Lamego, "veio demonstrar que o CDS tem uma ambição diferente da anterior e em alguns planos parece ganhar pontos nessa competição pela liderança do centro e da direita".

A disputa entre o PSD e o CDS, diz o socialista, parece "uma espécie de liguilha".

"Não tem sido contrabalançada com o esclarecimento da liderança no sentido de se perceber qual é a diferença entre o PSD e o PS e qual é a diferença entre o PSD e o CDS".

"O CDS fala do país e dos portugueses com maior facilidade e com maior assiduidade do que o PSD", considera.

Por sua vez, Luís Montenegro diz que não está preocupado com o potencial crescimento do CDS. "Desejo que o CDS cresça o mais possível, mas também desejo que o PSD cresça porque é indiscutível que temos de crescer os dois para podermos lograr ter a maioria absoluta dos deputados no Parlamento".

Num aspeto, o social-democrata discorda em absoluto com Assunção Cristas.

"É necessário termos mais do que 116 deputados, mas também é necessário que um partido - e esse só pode ser o PSD - vença as eleições legislativas. Não nos podemos contagiar por essa realidade completamente anormal, atípica, insólita que foi um conjunto de perdedores tornar-se numa solução governativa", defende.

No seu discurso de encerramento, Assunção Cristas disse que há "um antes e um depois" das últimas legislativas: "Se em 2015 muitos portugueses foram ao engano, porque não tinham qualquer referência para poder antecipar e perceber o que depois aconteceu, agora já ninguém irá ao engano: Em 2019, para governar, não é preciso ficar em primeiro lugar, é preciso garantir o apoio de um conjunto de 116 deputados."

"Nas eleições legislativas escolhem-se lideranças políticas de governo e a linha mestra da governação".

A propósito do discurso da líder centrista, que apelidou a solução governativa de António Costa de "esquerdas encostadas", Carlos César também tem algo a contrapor. "Encostadas, agarradas ou qualquer que seja a designação que confira aos partidos que apoiam o Governo, há uma coisas que Assunção Cristas não pode alterar: O sucesso que este governo tem tido".

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