O filme do primeiro ano de Inês de Medeiros em Almada

A autarca socialista diz que a habitação social é a maior dor de cabeça. Mas está satisfeita por ver tanta gente a querer investir em Almada.

Nas autárquicas de 2017, uma das maiores surpresas da noite eleitoral, foi a vitória do PS em Almada, uma câmara desde sempre gerida por autarcas comunistas. Inês de Medeiros, a realizadora e antiga deputada, ganhou a câmara e prometeu trabalho.

Um ano depois, entrevistada no Almoço TSF, a líder da câmara almadense, confessou que não esperava uma falta de planificação tão grande nas áreas sociais, especialmente na habitação. "Almada nunca cumpriu o PER (Plano Especial de Realojamento) dos anos 90, e tem mais de 4 mil pessoas a necessitar de casa", explicou a presidente da autarquia.

Inês de Medeiros reconhece que há um trabalho urgente para fazer nesta área, porque muitas destas pessoas, vivem ainda "em autênticas barracas".

A autarca elogia o trabalho que está a ser feito pelas câmaras da área metropolitana de Lisboa, no setor dos transportes, e considera importante para Almada, que sejam feitos investimentos na travessia do Tejo, de barco. Especialmente, entre Cacilhas e o centro de Lisboa.

Há um ano, na manhã seguinte à eleição, Inês de Medeiros contou à TSF que esperava ir de cacilheiro, para o trabalho, todas as manhã.

Hoje, reconhece que não está a cumprir, "porque demora muito tempo a chegar aos barcos, em Lisboa, e nem sempre tem barcos".

A presidente da câmara municipal de Almada gosta de ver tantos investidores interessados no concelho, e acredita que é possível fazer muito mais.

Depois de tantos anos liderada por autarcas comunistas, Almada é agora uma câmara de cor socialista. Mas Inês de Medeiros garante que não está nenhuma revolução brusca em curso.

"No primeiro ano, estivemos a perceber como tudo funciona, e as mudanças que fazemos, só acontecem se acharmos que são mesmo necessárias, e para melhorar".

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