Outra solução para novo aeroporto de Lisboa "será sempre muito pior"

O ministro das Infraestruturas e Habitação acredita que o estudo de impacto ambiental "não será suficientemente forte que nos impeça de fazer aquele investimento".

Uma solução alternativa ao Montijo para um novo aeroporto de Lisboa será sempre "muito pior em termos de prazo e de custos", disse, esta sexta-feira, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.

"Se a avaliação de impacto ambiental for negativa, Portugal obviamente não pode estar sem aeroporto. Não há ilusões quanto a isso", referiu, salientando "será sempre muito pior em termos de prazo e custos [outra alternativa] do que a solução a que nós chegámos".

Pedro Nuno Santos, que esteve presente na apresentação da ampliação do caminho de circulação do aeroporto do Porto, garantiu que está otimista quanto ao resultado da avaliação de impacto ambiental, que está nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

"Acreditamos que o impacto ambiental não será suficientemente forte que nos impeça de fazer aquele investimento. Fazer um aeroporto é sempre um investimento com impacto, nós temos é que garantir o equilíbrio e as medidas mitigadoras necessárias para diminuir" os efeitos no meio ambiente, salientou.

Para o governante, "o país já está a perder décadas de investimento aeroportuário na região de Lisboa", que se traduz em efeitos negativos no turismo e nos voos.

"A localização no Montijo começa com o Governo anterior e acreditamos que é a melhor solução. Precisamos de não estar permanentemente num pára-arranca", realçou o governante.

Pedro Nuno Santos reiterou também que o Governo não irá avançar com o projeto caso seja chumbado pela APA: "A lei é clara e somos obrigados a respeitar o resultado. O aeroporto avança se houver declaração de impacto ambiental", garantiu.

A ANA disse à Lusa em 12 de abril que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do aeroporto do Montijo estava concluído.

"A ANA confirma que, de acordo com o prazo previsto, o EIA está finalizado e a ser submetido, sendo a submissão feita através de carregamento do EIA na plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente", afirmou fonte oficial da gestora dos aeroportos portugueses.

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