Passos Coelho será o 1º subscritor de uma iniciativa para ajudar lesados do BES

Durante uma ação de pré-campanha da coligação em Braga, este sábado, Pedro Passos Coelho comprometeu-se com uma "subscrição pública" para os lesados do BES conseguirem apoio jurídico. Depois explicou que será o primeiro subscritor mas como cidadão.

Esta manhã, confrontado por um manifestante, lesado do BES com cerca de 70 anos, Pedro Passos Coelho tentou convencê-lo de que nem ele, nem o Presidente da República tiveram qualquer responsabilidade na falência do Grupo e do Banco Espírito Santo.

Perante a insistência do manifestante, o líder do PSD aconselhou-o por diversas vezes a recorrer à Justiça, e acabou por dizer que "se não têm dinheiro para ir lá, eu organizarei uma subscrição pública para os ajudar a recorrer ao tribunal".

O manifestante pediu ao atual primeiro-ministro um compromisso público - "Compromete-se? Perante a opinião pública, compromete-se?", ao que Passos respondeu "a ajudá-lo a ir para tribunal?! Sim senhor, sim senhor. Disso pode ter a certeza".

Horas depois, questionado pelos jornalistas sobre o que queria dizer com esta promessa, Passos Coelho explicou o seu objetivo.

"Ninguém pode ser impedido de ver fazer justiça em tribunal por falta de recursos financeiros, mas se porventura existir dificuldade em organizar essa defesa, eu tenho a certeza de que o país não deixará, de uma forma solidária, de providenciar o necessário para que essa defesa se possa fazer. E eu disse que seria até o primeiro subscritor e contribuinte, a título individual, não é como primeiro-ministro, é como cidadão, para poder ajudar pessoas que se encontram em grandes dificuldades", esclareceu Passos Coelho.

Cerca de meia centena de professores e lesados do BES, vestidos de preto e com bandeiras negras, interromperam este sábado uma ação da pré-campanha da coligação PSD/CDS-PP no Mercado Municipal de Braga.

De um lado, os manifestantes criticavam o Governo gritando insultos e até tentando agredir o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enquanto outro grupo gritava palavras de ordem e defendia o atual executivo.

Paulo Portas lembrou que "estamos em democracia" e, como tal, as pessoas têm o direito de se exprimir livremente. Já Passos Coelho parou para ouvir e falar com algumas pessoas sobre os problemas do país como o desemprego.

Notícia atualizada às 14:10 com os esclarecimentos de Pedro Passos Coelho.

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