Incêndios

PCP admite votar contra moção de censura ao governo

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, no Fórum TSF, que a moção de censura proposta pelo CDS-PP não passa de "uma manobra política" para satisfazer "objetivos partidários".

João Oliveira, líder parlamentar do PCP, admitiu à TSF, esta quarta-feira, que o partido deve votar contra a moção de censura ao governo, anunciada na última terça-feira pelo CDS-PP.

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"Aquilo que nós consideramos essencial é uma mudança de políticas e não satisfazer os objetivos políticos e partidários do CDS", esclareceu João Oliveira, acrescentando que a medida "é apenas uma manobra parlamentar".

"Não há um sentido [de voto] definitivo, ainda nem conhecemos o texto da moção de censura, mas com uma apreciação destas, dificilmente não será um voto contra", declarou o líder parlamentar comunista.

Sobre a demissão da ministra da Administração Interna, anunciada esta quarta-feira, depois dos últimos incêndios florestais terem causado pelo menos 41 mortos, João Oliveira reconhece que o governo sai afetado.

"Parece-nos que ficam fragilizados todos os governos que têm responsabilidades diretas nesta situação que se vive", afirmou, "a obrigação que se coloca a este governo é ultrapassar essas dificuldades, mudando de políticas e mudando de opções".

O Partido Comunista Português considera que há "uma resposta imediata" ao problema que pode ser dada "já neste Orçamento do Estado" para 2018. "Tem que se considerar medidas de investimento público para resolver os problemas da floresta e da Proteção Civil. Isso não pode ser secundarizado", defendeu.

João Oliveira acrescentou ainda que "as imposições do défice orçamental" não podem ditar a resposta ao problema. "Tem que se encontrar margem orçamental para responder aos problemas da floresta, mesmo que isso implique ter que rejeitar as imposições colocadas pela União Europeia", rematou.