PCP apela à luta dos professores para contagem "integral" do tempo de serviço

Na abertura das jornadas parlamentares do PCP, em Santarém, Jerónimo de Sousa afirmou ainda que a resposta aos problemas do país "não se faz com o Governo do PS".

O PCP insiste nas criticas ao Governo liderado por António Costa pela forma como tem conduzido o processo da contagem do tempo de serviço dos professores para feitos de progressão da carreira

Na abertura das jornadas parlamentares do PCP, em Santarém, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, assinalou que a questão da "contagem integral" do tempo de serviço ficou esclarecida no último Orçamento do Estado e defendeu que é nesse patamar que deve haver um entendimento com os sindicatos.

"A contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão teve consagração m Lei por via do Orçamento do Estado de 2019. A sua concretização nos termos em que se encontra previsto, quanto ao prazo e modo, mas reconhecendo todo o tempo de serviço prestado, tem de ser encontrada na negociação com as organizações representativas dos trabalhadores dos setores abrangidos", afirmou.

Esta posição é vincada pelo PCP poucas horas depois de, em entrevista à TSF e ao DN , a coordenadora do BE ter avisado que o Governo tem de cumprir a lei que aponta para a contagem integral do tempo de carreira dos professores."Tem de haver verba orçamental para descongelar a carreira. E nós não vamos aprovar outra lei, a menos que a direita faça isso e eu espero que não, o Governo mais tarde ou mais cedo", disse Catarina Martins.

Na abertura das jornadas parlamentares, marcadas ainda pelas intervenções do eurodeputado João Ferreira e do líder parlamentar João Oliveira, o secretário-geral do PCP voltou ainda a criticar o posicionamento do Governo socialista: "A resposta estrutural aos problemas do país não se faz com o Governo do PS, nem com a sua atual política, amarrado a opções de política de direita", afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder comunistas assinalou ainda que "está à vista que para pôr o país a avançar a sério, para dar solução ao que o país precisa para se desenvolver, para dar solução aos problemas acumulados, isso exige uma outra política".

Durante o discurso, Jerónimo de Sousa ergueu ainda algumas bandeiras do PCP, exigindo ao Governo do PS mais investimento público e ainda o aumento geral dos salários da função pública, a subida do salário mínimo para 650€ ou o aumento extraordinário das pensões e das reformas.

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