PCP defende "plano estratégico" para a EMEF que inclua mais contratações

João Oliveira, líder parlamentar do PCP, lamenta a situação "preocupante" da empresa de reparação e manutenção de equipamento ferroviário e insiste: "Não há CP sem EMEF, nem EMEF sem CP".

Num momento em que a oposição denuncia a falta de investimento na ferrovia e com o Governo a prometer o "maior investimento" em décadas, o PCP não quer deixar cair o tema e lembra que durante anos foi o desinvestimento que levou à quebra da qualidade do serviço da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF).

No final da visita às instalações da EMEF, no Entroncamento, João Oliveira, líder parlamentar do PCP, afirmou que a situação descrita pelos trabalhadores é "preocupante", em resultado de "muitos anos de opções estratégicas erradas", e apela ao Governo que avance com um plano estratégico para a atividade da empresa e para a contratação de mais recursos humanos.

"Para além das 102 contratações que o Governo já anunciou e da vinculação dos trabalhadores que estão a ser integrados no Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), é preciso definir um planeamento estratégico para o desenvolvimento da atividade da EMEF, mas também para a contratação de recursos humanos e valorização dos trabalhadores", disse João Oliveira à saída da empresa que, segundo o Governo, entre 2010 e 2015 viu o número de funcionários reduzido em cerca de um terço, passando de 1487 trabalhadores em 2010, para 949.

Rui Lopes, de 38 anos, foi um dos trabalhadores que entrou para os quadros da EMEF através do PREVPAP: "Foi no final de setembro. Sou pai de filhos, tenho esposa e casa, são responsabilidades. Agora, é óbvio que a estabilidade é outra", conta à TSF este funcionário que também esteve à conversa com os deputados comunistas. "É a prova de que a luta vale a pena", assinalou Bruno Dias, deputado do PCP.

"Não há CP sem EMEF, nem EMEF sem CP"

Outra dos lamentos deixados pelos comunistas foi a falta de abertura do Governo para reintegrar a EMEF na CP, com João Oliveira, líder parlamentar do PCP, a defender que ambas as componentes "têm de ser consideradas do ponto de vista do desenvolvimento do setor ferroviário, tal qual ele hoje se apresenta", assinalando o "caráter estratégico" do transporte de passageiros, mas também do transporte de mercadorias.

"A separação que foi feita entre CP e EMEF nunca devia ter sido feita. A reparação e a manutenção não podem ser consideradas os parentes pobres do setor ferroviário e elas têm de ser consideradas. Não há CP sem EMEF, nem EMEF sem CP", insistiu.

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