aumento dos salários

PCP desafia bancadas a dizerem se querem salário mínimo nos 650€

Apesar de tudo, a votação não tem efeitos práticos. Esta é uma matéria que compete ao governo legislar. Em Espanha, a proposta de aumento acordada para o próximo ano é de 900 euros.

O PCP desafia as outras bancadas, principalmente a do PS, a dizerem se querem aumento do salário mínimo para 650 euros. A proposta é levada, esta sexta-feira, à votação no parlamento e prevê o aumento já no primeiro dia de janeiro de 2019.

Os números da economia nesta legislatura - onde houve reposição de rendimentos - mostram que a proposta é um bom impulso e uma questão de justiça, defende a deputada comunista, Rita Rato.

"Não há qualquer argumento que mantenha o salário mínimo abaixo dos 650 euros. Entendemos que é uma opção essencial que se tem que tomar relativamente à valorização dos salários e à importância da melhoria das condições de vida. Ainda mais quando o impacto na fatura das empresas fica muito aquém de outro tipo de despesas relacionados com energia, telecomunicações, entre outros custos de contexto."

O PCP não tem a certeza se a proposta de aumento vai passar na Assembleia da República, mas desafia os outros partidos a mostrarem se estão do lado da valorização do trabalho.

"A proposta é uma opção pela valorização dos salários ou a aposta num modelo económico baseado em baixos salários. Entendemos que o salário mínimo nacional se tivesse sido atualizado conforme o que está previsto na lei que tem a ver com as questões da inflação e da produtividade seria hoje muito superior a 650 euros."

Apesar de tudo, a votação não tem efeitos práticos. Esta é uma matéria que compete ao governo legislar. Em Espanha, a proposta de aumento acordada para o próximo ano é de 900 euros.

  COMENTÁRIOS