Marcelo "não contribui para a instabilidade política". Até às autárquicas

O presidente da República diz que "especular sobre a instabilidade política não faz o mínimo sentido". Mas fixa uma data: autárquicas de 2017. Mas já teve que explicar as declarações.

O Presidente da República sublinha que "não aproveita a ninguém o insucesso do governo". E avisa: "Desiludam-se aqueles que pensam que o Presidente vai dar um passo sequer para provocar instabilidade neste ciclo que vai até às autárquicas. Depois das autárquicas, veremos", sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa, questionado pelos jornalistas, depois de uma visita ao Exército.

Para o Presidente, "há claramente um ciclo político marcado pelas autárquicas, e portanto, estar a especular sobre a estabilidade política, nesse ciclo, não faz o mínimo sentido". Marcelo acrescenta que "é importante que governo dure e tenha sucesso. E PR não vai contribuir para a instabilidade política".

Marcelo diz que haverá estabilidade até às autárquicas

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A declaração fez polémica - e levou o Presidente a acrescentar um ponto: ao Observador, Marcelo disse que "já tinha dito isso, não era uma novidade. O Governo dura uma legislatura, mas em Portugal há uma tradição de as autárquicas terem uma leitura nacional. Já houve vários casos". Mas Marcelo não acha que o Governo caia com as autárquicas. E acrescenta isto: "Foi para se perceber que estava fora de causa nestes dois anos haver instabilidade. E depois também era desejável que não houvesse".

Marcelo Rebelo de Sousa não quis comentar os reparos da agência de notação Moody's.

"Não há dados novos económicos e financeiros", sublinhou o Presidente", acrescentando esta ironia: "Eu, às vezes, pergunto-me como é que é possível a estabilidade dos mercados, se todos os dias há analistas, comentadores e especuladores que se interrogam sobre a evolução da economia portuguesa, Essa é uma das razões da instabilidade dos mercados internacionais", defendeu Marcelo.

O Presidente não quis também comentar a greve dos estivadores ou o processo legislativo da redução das 35 horas de trabalho semanal, citou apenas o discurso de posse: "Nós precisamos de estabilidade política, económica e financeira", disse.

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