BE não foi à China "porque não dança na roda onde não há direitos humanos"

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou esta terça-feira que "não dança na roda onde não há direitos humanos", e justificou assim a ausência do partido na visita de Estado do Presidente da República à China.

"Ontem [segunda-feira] o Presidente da República disse que só dançava quem estava na roda. Nós não fomos na visita à China, nós não dançamos na roda onde não há direitos humanos. É difícil, é, mas é o que nós fazemos", disse na inauguração da exposição "20 anos do Bloco de Esquerda", no Porto.

Na segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a ausência do BE e PAN na sua visita de Estado à República Popular da China "é um sinal da liberdade que existe em Portugal".

Em resposta à comunicação social, num hotel de Xangai, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que "não é a primeira vez que isso acontece" e defendeu que "assim deve ser, a escolha deve ser livre".

Interrogado se não ficaria mais confortável se na China estivesse acompanhado por todos os partidos com representação parlamentar, respondeu: "Não, eu fico confortável com aqueles que vêm. Sabem, o povo português diz uma coisa: dança quem está na roda".

"Portanto, quem quer estar na roda, está na roda. Quem está na roda, dança. Quem não quer estar na roda, não dança daquela vez, dança da próxima", completou.

BE e PAN não quiseram integrar a delegação parlamentar que acompanha esta visita de Estado, opção que justificaram com a situação dos direitos humanos e das liberdades na China.

O BE não quis participar na visita devido às "restrições à liberdade e violação dos direitos humanos" neste país, justificou fonte oficial do partido, em resposta à agência Lusa.

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