Pedro Adão e Silva

PSD quer explicações "urgentes" da ministra da Saúde sobre ADSE

O pedido foi entregue na Comissão de Saúde onde o PSD quer ouvir também os responsáveis pela ADSE e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada.

O vice-presidente da bancada do PSD Adão Silva explica que o PSD é "fundamental ouvir a ministra da Saúde"."Logo veremos o que nos tem a dizer: se a lei não serve, se a lei não está a ser devidamente aplicada e concretizada. Logo veremos", adiantou o social-democrata, em conferência de imprensa, no Parlamento, a propósito da suspensão de convenções com a ADSE (Instituto de Proteção e Assistência na Doença) pelos privados CUF e Luz Saúde.

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Adão Silva alerta para "os riscos" de um extremar de posições, num momento de "fragilidade" do Serviço Nacional de Saúde.

"Se acabasse a ADSE, e pode acabar, não apenas os funcionários públicos seriam prejudicados, mas todos os portugueses, porque hoje temos um Serviço Nacional de Saúde sem folgas, que está a rebentar pelas costuras e que não seria capaz de aguentar mais umas centenas de milhares de pessoas", disse.

O PSD está disponível para eventuais alterações legislativas que sejam consideradas necessárias, mas considera que "está aqui a falhar a capacidade de o Governo fazer a aplicação da lei e a negociação correta".

"Não façam das leis uma espécie de instrumento de arremesso contra os cidadãos, se as leis não funcionam, alteram-se as leis, os direitos dos cidadãos é que são sagrados", apelou o deputado do PSD sublinhando que a ADSE já é exclusivamente financiada pelos beneficiários.

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