Incêndios

PSD questiona governo sobre desvalorização dos cursos de Técnico Florestal

A relevância do curso de técnicos florestais desceu de 9 para 2, o que, segundo o PSD, torna impossível o financiamento do curso.

Diversos deputados social-democratas entregaram, esta sexta-feira, uma pergunta destinada ao Ministério de Educação, onde se questionam sobre a desvalorização dos Cursos Técnicos Florestais no Ensino Profissional na Região Centro.

Na pergunta em causa, os deputados manifestam "apreensão e discordância" pelo facto de o novo mapa "ter provocado a redução brusca da classificação do Curso de Técnico Florestal, de 9 para 2 na graduação final aprovada para a Região Centro".

"Uma desvalorização de uma formação indispensável para a região e necessária no âmbito da política florestal nacional. Esta descida na classificação é surpreendente particularmente para o PSD atendendo a que, após um verão tão trágico em matéria de incêndios em que a região centro foi particularmente devastada e castigada, há uma prioridade nacional em matéria de reordenamento da floresta e do território", justificam.

O curso em causa tinha uma relevância de 9 e baixou para 2, "o que para além de uma desvalorização da Floresta, tornará esta formação cada vez menos atraente para os jovens e contribuirá para a desvalorização de todo o interior deste País", explicam os deputados do PSD.

"Com a prioridade assim estabelecida é posta em causa a abertura do curso profissional de Técnico Florestal que já foi ministrado pela Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (Abrantes), pela Escola Profissional Agrícola Quinta da Lageosa (Belmonte) ou pela Escola Profissional de Fermil (Celorico de Basto)", acrescenta a nota entregue no Parlamento.

Na opinião dos deputados que assinaram a questão, trata-se de uma redução de relevância "inaceitável" numa "qualificação tão necessária ao país e que assume particular importância no contexto em que vivemos onde, e bem, se está a tornar o ordenamento da florestal como prioridade política".

Com o nível atribuído torna-se "impossível assegurar o seu financiamento em 2018/2019 e, consequentemente, a sua abertura nesse ano letivo".

Deste modo, os social-democratas questionam o governo sobre como justifica a redução de relevância, mas também sobre a disponibilidade de reverter a classificação atribuída ao curso.

Nesta senda, os deputados do PSD questionam ainda se o Ministério da Educação conseguirá "assegurar a continuidade do curso profissional de Técnico Florestal no ano letivo de 2018/2019?".