Marcelo recebido como uma estrela no Lubango. A viagem de 10 km que se transformou em desfile

Presidente foi recebido em êxtase na cidade do Lubango e levou mais de duas horas e meia a percorrer os cerca de 10 quilómetros de distância entre o aeroporto e o Governo Provincial da Huíla.

Sem segurança reforçada, exageros protocolares ou os interditos que até há bem pouco tempo caracterizavam o trabalho das diplomacias dos dois países, Marcelo Rebelo de Sousa inicia o segundo dia oficial da visita de Estado a Angola, distribuindo gestos de afeto, cumprimentos e muitos acenos aos populares que aguardavam em festa na capital da Huíla.

Incumprindo as "amarras" do protocolo, o presidente português correspondeu, animado, à receção dos milhares de populares que se aglomeraram nas bermas da estrada que liga o aeroporto do Lubango ao centro da cidade.

Depois de ter percorrido os cerca de 10 quilómetros até ao edifício do Governo Provincial, ora a pé ora no estribo do carro blindado durante cerca de duas horas e meia, o chefe de Estado português não escondeu o entusiasmo.

Ao ritmo dos batuques e de outros instrumentos tradicionais, os grupos de mamuílas, que aguardavam há várias horas na praça tentavam ter espaço para dançar entre os muitos jovens e populares que se lançaram à conquista de abraços e beijos do presidente português.

Uma receção muito calorosa a "Ti Celito" que garantiu aos jornalistas que "não esperava" tal manifestação de carinho. A espera das crianças das escolas, que empunhavam bandeiras de Portugal e Angola e entoavam cânticos com boas vindas dirigidas à comitiva, das centenas de jovens que gritavam à chegada do presidente e dos dançarinos do grupo de danças "kalamecos" não desiludiu. Afinal não é todos os dias que o presidente dos afetos vem a Angola.

"Luanda foi bom, mas a Huíla bateu tudo"

Durante um almoço com a comunidade portuguesa, no Lubango, o presidente da República destacou a importância do trabalho que fazem por Angola e P e mostrou-se muito satisfeito com o acolhimento sentido na província da Huila.

No final do almoço, numa breve passagem na escola portuguesa do Lubango, onde estudam mais de 400 crianças do 1. ao 12. ano, Marcelo foi recebido com emoção por alunos e professores, que entoaram os hinos angolano e português.

Seguiram-se centenas de selfies e um espetáculo de dança.

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