PSD

Rio abre a porta a negociações com o PS sobre "reformas de fundo na saúde"

Em Coimbra, o líder do PSD apontou erros da gestão do Serviço Nacional de Saúde. Mas garante estar disponível para falar com os socialistas sobre medidas estruturais nesta área.

Rui Rio diz estar disponível para falar com o PS também sobre assuntos relacionados com o serviço nacional de saúde. Do primeiro dia de uma semana dedicada pelo líder do PSD à saúde, fica o diagnóstico de casos de "má gestão", e o pedido de "maior racionalidade na despesa", para Rio.

Entre corredores e quartos do Hospital Universitário de Coimbra e da Maternidade Bissaya Barreto o líder social-democrata ouviu falar de problemas que diz não serem de hoje. Para além do aumento da dívida na área da saúde, há ainda listas de espera demasiado longas, ou equipamentos que deveriam ser substituídos, sublinha Rui Rio.

No caso de Coimbra, ainda a preocupação dos médicos locais sobre o atraso no projeto para uma nova maternidade para o centro hospitalar. Situação que o líder do PSD diz ter vivido também no Porto, quando autarca, onde faltava garantir um serviço adequado às necessidades atuais, onde a maternidade esteja incluída no mesmo complexo dos restantes serviços, e não, como acontece em Coimbra, noutras estruturas espalhadas pela cidade.

Questionado pelos jornalistas sobre a descentralização de competências ou sobre o quadro comunitário 2020-2030, Rio recusa comentar outros temas que não os da saúde, numa semana em que tem ainda agendadas visitas a equipamentos em Lisboa e na cidade do Porto.