Política

Sindicatos defendem que partidos "não podem ignorar" Pacto de Justiça

Documento subscrito por organizações do setor e Ordem dos Advogados já foi entregue ao PR. Juízes e funcionários judiciais consideram que as 88 medidas propostas devem ser lidas "com muita atenção".

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Ventinhas, considerou, esta sexta-feira, que "se os políticos não quiserem ouvir quem conhece profundamente o sistema de Justiça, é sinal de que não estão verdadeiramente interessados no aprofundamento do sistema judicial".

Depois de terem entregado o Pacto de Justiça ao presidente da República e de terem sido recebidos em audiências separadas, no Palácio de Belém, os dirigentes sindicais do setor salientaram a importância do entendimento a que chegaram "cinco instituições com interesses muito diversos" e apelaram aos políticos para que acolham as medidas propostas, na sequência do desafio lançado por Marcelo Rebelo de Sousa.

Também questionada pelos jornalistas após a audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Paupério, presidente da Associação Sindical dos Juízes, garantiu que as áreas em que não foi possível chegar a acordo, como o enriquecimento ilícito ou a chamada delação premiada, podem voltar a ser trabalhadas.

De fora do Pacto de Justiça, que na próxima semana deverá ser entregue à ministra Francisca Van Dunem e no Parlamento, ficou o Sindicato dos Oficiais de Justiça, cujos representantes também foram recebidos por Marcelo Rebelo de Sousa.

No final do encontro, o presidente, Carlos Almeida, não apresentou as razões que a organização sindical tivesse ficado fora do entendimento, mas admitiu a pertinência de algumas das propostas.

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