Defesa

Tancos: informação sobre lista de material está fechada num cofre no Parlamento

A comissão de Defesa recebeu hoje a "documentação processual" enviada pelo Ministério Público, sobre o caso do furto das armas de Tancos. A informação está em segredo de justiça.

Mesmo a fechar o mandato, que amanhã termina, Joana Marques Vidal enviou, esta quinta-feira, à Comissão de Defesa, "informação processual relativa ao processo de inquérito" sobre o caso de Tancos.

A chegada da documentação, solicitada pelo CDS e aprovada pela Comissão de Defesa, foi confirmada em carta enviada aos deputados por Marco António Costa que lidera esta comissão.

"Entendi informar os Senhores Deputados da respetiva receção mas não proceder à divulgação do seu conteúdo sem que seja aclarado um parágrafo constante do ofício assinado pela Senhora Procuradora e que se pronuncie acerca do segredo de justiça", escreve o presidente da Comissão de Defesa, numa carta a que a TSF teve acesso.

Marco António Costa adianta ainda que decidiu proceder ao "lacre dos documentos e o seu depósito no cofre", até que seja debatido e decidido o método de consulta que preserve o segredo de justiça.

Em setembro, numa iniciativa do CDS, foi enviado ao Ministério Público um requerimento onde se perguntava se, como alegou o Exército, a lista do material militar furtado em Tancos e depois recuperado na Chamusca está em segredo de Justiça e não podia, por isso, ser entregue no Parlamento.

O requerimento questionava se o Chefe de Estado-maior do Exército "está legalmente impedido de apresentar à Assembleia da República o material recuperado" e se o inquérito se encontra "na totalidade em segredo de justiça". Caso não se verificasse esse impedimento legal, pedia-se o envio ao parlamento de cópia do auto de apreensão e a lista do material apreendido.

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