Às onze no Café de São Bento

Teixeira dos Santos quer mais Centeno e o fim da geringonça

Antigo ministro das Finanças é o convidado do "Às onze no Café de São Bento" desta semana.

O ex-ministro das Finanças vê em Mário Centeno um activo que António Costa - e o país - não podem desperdiçar. "Acho que, sob o ponto de vista do país, veria interesse em que se assegurasse a posição de Mário Centeno numa próxima legislatura", não só pelo "posição de autoridade" que ganhou dentro do Governo, mas também pela posição que conseguiu no Eurogrupo, defende Teixeira dos Santos, convidado do "Às onze no Café de São Bento".

O actual presidente do EuroBic admite até que seja possível a Portugal conseguir um reforço dessa posição do ministro, numa reforma da arquitectura da moeda única, colocando-o como vice-presidente da Comissão: "Pessoalmente gostaria imenso de ver um português numa posição dessas".

O que Teixeira dos Santos não quer é ver prolongado o acordo à esquerda que marcou esta legislatura. "Eu não vejo muita vantagem para o país no prolongamento de uma solução de governo desta natureza. Um acordo à esquerda não é desejável que se prolongue. Preferiria ter o PS por si, sem esta dependência." Isto porque, em termos de consolidação das finanças, de rigor orçamental, em termos de algumas mudanças na flexibilizarão de alguns mercados e do mercado de trabalho, que é necessário para termos uma economia mais dinâmica... o adiar deste tipo de reformas não é benéfico."

O ex-ministro reconhece que a solução trouxe "méritos", como a estabilidade política e o "desanuviamento", mas acha possível uma governação em minoria ou até acordos com o PSD que permitam ao PS governar - se não conseguir a maioria absoluta.

No "Às onze no Café de São Bento", Teixeira dos Santos fala sobre os seus orçamentos, sobre a vez em que subiu os ordenados da função pública, sobre a chamada da troika e o seu programa, sobre o Governo de Passos e sobre a gestão da banca.

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