Jerónimo de Sousa diz que golpe na Venezuela pode ficar em "águas de bacalhau"

O líder comunista admitiu que não tem "conhecimento objetivo" do que se está a passar na Venezuela, mas acredita que a tentativa de golpe de Estado pode ser "mais um episódio em que fique tudo em águas de bacalhau".

"Não tenho estado a assistir porque estou com esta preocupação dos problemas do meu país, das micro, pequenas e médias empresas, não tenho nenhum conhecimento objetivo dessa situação neste quadro da ofensiva contra a soberania daquele povo. Não tenho nenhum elemento, e gosto de falar do que sei", sublinhou Jerónimo de Sousa.

O líder comunista falava aos jornalistas no Seixal, distrito de Setúbal, depois de um encontro com a Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, onde se escusou a comentar a tentativa de golpe de Estado na Venezuela, apesar de admitir que "pode ser mais um episódio em que fique tudo em águas de bacalhau".

O autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou esta terça-feira que os militares deram "finalmente e de vez o passo" para o acompanhar e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

"O 1 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje", disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual está acompanhado por um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.

O Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou, por seu lado, que está a enfrentar um golpe de Estado, de "um reduzido grupo de militares traidores" que estão a ser neutralizados.

"Informamos o povo da Venezuela que neste momento estamos a enfrentar e desativar um reduzido grupo de militares traidores que se posicionaram no Distribuidor Altamira (leste de Caracas), para promover um golpe de Estado contra a Constituição e a paz da República", anunciou o ministro venezuelano de Comunicação e Informação na sua conta do Twitter.

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