João Oliveira desconfia do voto do PSD e CDS sobre professores

O líder parlamentar do PCP foi o convidado do programa "Às Onze no Café de São Bento".

O PCP tem poucas certezas de que seja possível juntar os votos da esquerda e da direita, para obrigar o Governo a contar toda a carreira dos professores que esteve congelada por mais de nove anos: "Veremos para que é que conta o voto do PSD e CDS", desafia João Oliveira, na semana em que se falou de uma coligação negativa no Parlamento que pode deixar isolado o Governo de António Costa.

À conversa no "Às Onze no Café de São Bento", o líder parlamentar do PCP deixa Centeno descansado quanto ao Orçamento: é verdade que "as decisões cabem ao Parlamento", mas "nas opções de fundo não há força" política para alterar substantivamente a proposta de Orçamento que o Governo apresentou. "PSD e CDS continuam a ser o seguro de vida do PS nestas opções".

Para a frente, aliás, continua a ser essa a perspetiva: "Sempre que venceu as eleições em minoria, o que fez o PS? Governou sozinho", com opções à direita, recorda João Oliveira, como quem diz que não perspetiva uma continuação da "geringonça" para lá de 2019. Já na disputa dos votos à esquerda, a conversa é outra: "Quem se quiser deixar levar pela espuma dos dias", votará Bloco; quem quiser posições mais sustentadas votará PCP, atira o comunista.

No Café de São Bento, a conversa passou pelas diferenças entre PCP e BE, pelos temas fraturantes (eutanásia, mas também a pobreza e... as touradas) que podem distinguir a esquerda. Também sobre o Orçamento, onde o PCP propõe por exemplo uma redução do IVA para todos os espetáculos, incluindo, sim, touradas e concertos. E sobre o que é ser hoje comunista ("o partido menos conservador de Portugal") ou marxista-leninista no país e no mundo atual.

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