MAIS, o movimento que quer pôr os independentes a falar a uma só voz

O Movimento de Autarcas Independentes começou a ser desenhado há três meses. Agora vai ganhar forma e personalidade jurídica. E quer ter uma palavra nas grandes decisões nacionais.

"'MAIS' quer dizer Movimento de Autarcas Independentes, mas também mais Saúde, mais Educação, mais combate à corrupção, mais Portugal". A explicação é de António Parada, candidato independente à Câmara de Matosinhos nas Autárquicas de 2017 e o coordenador do movimento nesta fase.

No sábado, em Coimbra, durante o terceiro encontro de cidadãos independentes que concorreram às eleições Autárquicas do ano passado, foi decidido avançar formalmente com o MAIS.

Para já, conta com 30 grupos de cidadãos, mas o objetivo é juntar o maior número possível e ganhar força. António Parada lembra que a grande maioria termina logo a seguir às eleições, muitas vezes por falta de apoio. Uma situação que será resolvida com a criação deste movimento que quer agregar todos os independentes e poder ter uma palavra a nível nacional. "Nós queremos ser a voz do povo português e entrar na discussão daquilo que são as grandes decisões do futuro deste país", explica.

No MAIS, há representantes do Norte a Sul de Portugal, autarcas eleitos e derrotados de cores políticas distintas. Por exemplo, o movimento INOVAR - Oeiras de Volta de Isaltino Morais, ex-PSD ou do próprio António Parada (Movimento de Cidadãos Independentes António Parada SIM), que deixou o PS no ano passado.

Diferentes tendências políticas que o coordenador do MAIS garante que não vão criar problemas. "Temos gente de Direita e gente de Esquerda. Portanto, temos um país. Queremos defender o país. Temos um propósito, que é a cidadania e o que enriquece esta nova estrutura que vai emergir no plano nacional é exatamente isso", adianta, "haverá aqui a promoção de equilíbrios. Porque nós não podemos defender ideias - temos de defender o que é fundamental, que é o interesse comum das pessoas".

Nas autárquicas de 2017, os independentes representaram quase 400 mil eleitores. Para António Parada, um sinal de que os partidos políticos não conseguem dar resposta às necessidades do eleitorado. "Grande parte das vezes, os eleitos locais com representação parlamentar não defendem o interesse das populações porque defendem o interesse político-partidário, estão preocupadíssimos em garantir a sua continuidade numa próxima legislatura e, muitas vezes, descoram aquilo que é fundamental".

Para já, a hipótese Legislativas não se coloca, mas nunca se sabe o que pode vir a acontecer. Agora, o foco são as Autárquicas. E o coordenador do MAIS está confiante. "Haverá condições para que possamos dizer que em 2021 todas as câmaras e todas as juntas terão candidatos independentes com toda a legitimidade para disputarem as eleições. Esse é o grande objetivo deste projeto. Queremos um país pintado de uma cor que será cor dos independentes".

Uma cor que ainda não foi escolhida. Nem sequer há símbolo. Mas o objetivo está traçado.

O MAIS vai ser apresentado formalmente em meados de novembro. Depois, o movimento vai pedir uma audição ao presidente da República. "Queremos mostrar quem somos e ao que vimos", afirma António Parada.

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