"Manuel Pinho escondia isto dos colegas do Governo e do primeiro-ministro?"

Esquerda pressiona PS a "clarificar" caso Manuel Pinho. "Era impossível manter o silêncio por mais tempo".

Se vozes socialistas quebram o silêncio para falar em "vergonha" , PCP e BE consideram que "não é para menos".

No Programa Política Pura, da TSF, António Filipe do PCP diz que "era impossível manter o silêncio por mais tempo" e que "é preciso que haja um esclarecimento cabal sobre todo este caso".

"Quem sabia disto? Manuel Pinho escondia isto dos seus colegas do governo, escondia isto do primeiro-ministro?" questiona o deputado comunista numa referência às transferências mensais de cerca de 15 mil euros que continuaram a ser feitas do "saco azul" do Grupo Espírito Santo para o então ministro da Economia. "A democracia exige que haja uma clarificação de casos como este", diz António Filipe.

Para José Sócrates, primeiro-ministro na altura, duas referências: António Filipe diz esperar que "quem escolheu Manuel Pinho para o governo, ignorasse esta situação porque "se não ignorava isso então era de uma gravidade sem nome" e a constatação de que "era pelo menos prudente que, quando alguém é nomeado para um cargo de responsabilidade governativa, haja o cuidado de ver qual é o seu currículo e que ligações tem".

Para António Filipe existe matéria para que o Parlamento possa inquirir "não o caso criminal que cabe ao Ministério Público", mas tratando-se do ministério da Economia, "que implicações teve a promiscuidade em atos de governação".

Jorge Costa do Bloco de Esquerda de quem partiu a iniciativa de uma comissão de inquérito à eventual corrupção com favorecimento da EDP no caso das rendas elétricas diz que "podem ser chamados primeiros-ministros, podem ser chamado todos os membros do governo que tenham tido um papel é definir estas leis e estas normas que regem as remunerações excessivas" assim como os reguladores e os responsáveis das empresas, em especial a EDP.

Sobre o silêncio de Manuel Pinho, o deputado bloquista só tem uma qualificação: "lamentável" porque "demonstra que Manuel Pinho não distingue a sua condição judicial de arguido, da sua condição política de ex-ministro com obrigações especiais de responder perante o parlamento".

"Tem de haver um sinal político do partido (PS) que na altura estava no governo de que distancia deste caso", defende Jorge Costa.

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