837 anos depois, Marcelo diz... obrigado

Marcelo vai convidar o papa Francisco a visitar Portugal. É uma forma, explica o PR, de agradecer a Bula papal de 1179 que reconheceu Portugal como nação soberana protegida pela Igreja Católica.

No arranque de uma visita relâmpago a Roma e Madrid - amanhã, o PR tem audiências marcadas com o papa e com o rei de Espanha - Marcelo Rebelo de Sousa não guardou a notícia, e confessou que trouxe de Lisboa um convite.

Ouça a reportagem de Paulo Tavares em Roma

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A notícia surgiu em conversa com os jornalistas, em plena embaixada de Portugal junto da Santa Sé, o Presidente da República revelou que vai fazer um convite formal para o papa Francisco visitar Portugal, pretendendo aliar o centenário das aparições de Fátima à gratidão do estado português pelo reconhecimento pioneiro da sua independência.

"Eu trago comigo uma carta formal em nome da República Portuguesa a convidar sua santidade a visitar Portugal, a propósito do centenário das aparições de Fátima [em 2017] e espero encontrar no papa Francisco um acolhimento a este convite", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Roma.

O Chefe de Estado declarou que, assim, a visita do papa juntaria "um acontecimento religioso a uma projeção que é ao mesmo tempo um reconhecimento da gratidão por aquilo que significou desde os primórdios da nacionalidade o apoio àquele estado independente que nascia e que teve no papado, antepassado da Santa Sé, o primeiro gesto de aceitação e de compreensão à escala de então do universo, que era sobretudo europeu".

O chefe de Estado chegou a Roma durante a tarde para a primeira visita desde que assumiu o cargo. Encontrou-se depois com elementos do clero português ali residentes. Estiveram presentes o cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação dos Santos, o cardeal Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito e antigo núncio, e o arcebispo Blasco Collaço, entre outros.

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