Maria Luís "compatível"

A deputada quer um "pedido de desculpas público do PCP se Ministério Público arquivar o processo.

Maria Luís Albuquerque espera que o PCP "seja consequente" e peça ao Ministério Público para investigar o caso da contratação da antiga ministra pela consultora Arrow Global.

Maria Luís Albuquerque espera pedido de desculpas por parte do PCP

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Os comunistas viram, hoje, chumbado um requerimento nesse sentido, na subcomissão de Ética onde foi aprovado o relatório do social-democrata Paulo Rios de Oliveira que afasta incompatibilidades ou impedimentos entre as funções de deputada e aquelas que Maria Luís vai desempenhar na consultora Arrow Global.

Numa primeira reação, a antiga ministra diz esperar "o pedido de desculpas público do PCP, quando o Ministério Público arquivar o processo".

Depois da reunião da subcomissão, Jorge Machado o PCP insistiu que o Governo não disponibilizou todos os dados por se encontrarem sob sigilo fiscal e que o parlamento não tem, por isso, meios para averiguar esta matéria.

José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, considera que existem "incompatibilidades" tanto "no que diz respeito ao estatuto dos deputados, quer na titularidade de altos cargos políticos, no que diz respeito o chamado período de nojo".

Na votação desta manhã, o PSD e o CDS-PP votaram a favor do parecer, Bloco de Esquerda e PCP votaram contra e o PS absteve-se.

O socialista Pedro Delgado Alves justifica que a lei atual é "insuficiente", "labiríntica" e está na "raiz do problema".O deputado defende, por isso, que devia ser "mais transparente" quais são as funções que podem ou não ser exercidas, manifestando o desejo de que seja possível, no quadro da comissão eventual (aprovada na semana passada), clarificar a lei.

O relatório considera que as funções desempenhadas por Maria Luís Albuquerque na Arrow Global "não contendem" com o seu mandato parlamentar e recomenda a atualização da sua declaração de rendimentos junto do Tribunal Constitucional.

Paulo Rios de Oliveira, o relator do PSD, considera que o voto da esquerda foi sobretudo "político".

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