Maria Luís: Passos não vê problema de ética e diz que ela é "candidatável" a um governo

O líder do PSD saiu em defesa da ex-ministra das Finanças considerando que não há incompatibilidade nem problemas éticos ou legais na contratação da deputada por uma empresa britânica.

"Acho que não devíamos criar casos onde não existe nenhum problema de incompatibilidade, nem nenhum problema de ética. A forma como a questão está a ser usada é para fazer chicana política e acho que devia haver limite para estas coisas", disse o ex-primeiro ministro.

"Julgo que ela pode sentir-se orgulhosa do seu valor ser reconhecido por uma empresa importante, que atua em mercados externos, e que, normalmente, só recruta gente com prestígio e valor", acrescentou.

O líder do PSD destacou que Maria Luís Albuquerque "foi uma excelente ministra das Finanças e é uma pessoa com muito nível e categoria".

"Foi convidada para uma empresa que não atua diretamente sequer em Portugal, não negoceia com bancos em Portugal. Há outras empresas que o fazem e o fizeram, mas a doutora Maria Luís Albuquerque não está a trabalhar com essas empresas: está a trabalhar com uma empresa cotada em Londres e não intervêm diretamente no mercado português", evidenciou.

Passos Coelho lamentou a posição de quem tem vindo a terreiro apontar o dedo a Maria Luís Albuquerque, aconselhando-os a pensar duas vezes.

"Entristece-me muito que os que aparecem nestes casos a deitar pedras e a fazer acusações infundadas não pensem bem duas vezes na posição que eles próprios têm e já vimos de tudo: gente que já esteve em governos anteriores, governos regionais? Já vi gente muito ligeira a pronunciar-se sobre matérias sobre as quais elas próprias deviam pensar duas vezes se a posição não legal mas ética que assumiram não seria mais discutível", sustentou.

Segundo Passos Coelho, a ex-ministra "não infringiu a lei" e "não há nada na aceitação do convite que lhe foi dirigido que infrinja a lei".

"Não há nada na lei que impeça esta matéria, não há do ponto de vista ético nada que se lhe possa apontar. As pessoas estão proibidas um dia, depois de sair do Governo, de poderem trabalhar?", questionou.

Passos Coelho frisou que Maria Luís Albuquerque é "uma pessoa não só com muito prestigio e capacidade, como uma pessoa moralmente muito forte, à qual ninguém apontar qualquer problema de natureza ética ou moral".

"E essa circunstância permite-me dizer que ela está candidatável a qualquer lugar na política portuguesa ou num futuro governo português", concluiu.

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